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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

As mulheres e as conquistas


Quando uma canalha é afim de um carinha, geralmente ela joga um charminho básico. Dá uma encarada discreta e se tiver oportunidade, tenta conversar sobre assuntos interessantes (para ambos) e, é claro, não sendo vulgar.

Ultimamente presenciei cenas que me decepcionaram com certas mulheres, mais conhecidas como “piriguetis do funk”. Aquelas meninas que vão às festas para dançar e se esfregar umas nas outras, e quando estão afim de um carinha não tem dúvida do que fazer, chamam o carinha pra dançar e se esfregam a noite inteira no individuo.

Pode até parecer de má índole escrever sobre esse tipo de assunto, mas o que me indigna é a ausência de cérebro dessas meninas! Cadê a cultura? A inteligência? O charme? Não existe mais, a única arma que se usa é a vulgaridade. Fato!

E não estou inventando isso não. Essa semana mesmo, sai com minhas amigas para tomar uma cerveja e dar uma refrescada, e lá estava um grupinho de “piriguetis do funk”, duas delas de frente rebolando até o chão e uma dançando na frente de um menino e esfregando (mas esfregando mesmo!), sem nem ao menos pensar que as pessoas passavam e presenciavam a cena.

Em um mundo tão desenvolvido, onde nossas ancestrais lutaram tanto pela igualdade dos sexos (falo a feminista doente klsahfklashfsa), vêm essas meninas e estragam toda a reputação da nossa geração.

Eu não sou contra a menina chegar num rapaz que ela está afim. Muito pelo contrário, por que já cheguei em meninos. Mas joga um charminho, conversa, usa seu papo pra conquistar o menino e garanto que ai sim, você consegue muito mais do que ser uma transa do rapaz.

Essas meninas além de estragarem a fama delas mesmas, ainda mancham o nome das mulheres. Por que ai quando vamos às festas, temos que aturar aqueles ‘retardados’, que passam e se acham no direito de querer se esfregar na gente. Por que pra eles, somos todas iguais.

A nossa sorte é que ainda tem muitos meninos que realmente valem à pena e que sabem valorizar as mulheres, que realmente são mulheres. Aquelas mesmas que sabem o que querem e que não precisam usar desse tipo de artimanha na hora da conquista!

Beijinhos galera, e até o próximo post!


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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Relacionamentos modernos

Saudações galera do blog há muito tempo que não dou as caras por aqui, mas estou de volta pra falar de um assunto que me chamou muita atenção ontem à noite.

Como sou fã adepta de Sex and the city (pra quem não conhece é um seriado americano baseado em relacionamentos, que fala da vida de quatro quarentonas solteiras e super bem sucedidas), ontem estava assistindo a um episódio que falava sobre o medo que as pessoas tem de envelhecerem sozinhas.

Assim que o tema foi abordado lembrei-me de uma conversa que eu tive há um tempo atrás com um amigo em uma festa. Agente falava sobre o meu namoro que havia terminado e o namoro dele que havia começado há pouco tempo.

Pra mim o termino de um namoro é uma coisa extremamente simples. A pessoa que não esta mais gostando do relacionamento (ou ambos) informa a outra pessoa de que não esta mais dando certo, a outra pessoa sem ter outra opção concorda, bate aquela tristeza, toma uns quatro a cinco porres, conhece pessoas novas e se acostuma então com a idéia de que o relacionamento realmente não estava dando certo e que esta na hora de alterar o rumo da sua vida.

Até ai tudo bem, quando a aceitação é mutua e as pessoas são maduras o suficiente pra admitirem que tem uma vida além do namoro. Porém, tem aquelas pessoas que não se conformam em levar um pé (falando a grosso modo), choram, fazem escândalos, ofendem, continuam insistindo mesmo sabendo que a outra pessoa não quer mais continuar o relacionamento, fazem de tudo para convencer e algumas vezes até ‘chantagear’ a outra.

A questão é a seguinte: O que leva as pessoas a entrarem nesse nível de desespero? Somos nós que estamos acostumados demais com os relacionamentos ‘modernos’ que não acreditamos mais no ‘ viveram felizes para sempre’ ou essas pessoas que tem um medo excessivo de não ter um amor pra vida toda?

Eu tenho uma opinião formada sobre o meu futuro, quando se fala em relacionamentos, vou sim me casar, vou sim ter filhos e ter uma família feliz. Quando? Quando eu encontrar uma pessoa com quem eu acredite que vai dar certo, e esse sentimento for mutuo, quando encontrar uma pessoa em que a cada dia junto eu pense ‘é com ele que eu quero construir uma vida’. E se um dia essa pessoa chegar pra mim e dizer que não esta mais feliz ao meu lado? Paciência, errei o pulo, não era ele meu príncipe encantado.

Vou ficar triste, tomar um porre, demorar uns dias pra me acostumar com a idéia, mas no final tenho certeza de que a vida continua e de que ele não era o último homem do mundo em que eu poderia me apaixonar.

O que não posso fazer é querer obrigar alguém que não esta mais feliz ao meu lado, de ficar comigo, isso não existe, nunca existiu e nem vai existir. O resultado é o mesmo que vemos por ai o tempo inteiro. Aqueles casais que terminam e voltam, terminam e voltam, e não conseguem se conformar de que o relacionamento já foi por água a baixo faz muito tempo.

Eu já tive relacionamentos assim, e posso dizer com certeza, isso só leva a muito mais sofrimento do que aceitar a verdade de cara. Chega uma hora que o desgaste é tanto que as pessoas não se suportam mais.

Gente pra que isso, acredito que mais cedo ou mais tarde cada um encontra a sua metade da laranja. Se não foi dessa vez paciência, você não vai morrer sozinho, vai chegar a sua vez, e se não chegar fazer o que, enquanto não vem o certo nos divertimos com os errados não é mesmo?

Valeu galera, até o próximo post.

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Oração do Canalha

     Calma gente, ese não é um post que pende para algum lado religioso, podem ficar tranquilos. É apenas uma oração que todo o canalha deve fazer antes de ir para as noitadas. Nada melhor que saber fazer festa e aproveitar a vida com a cabeça no lugar. Por isso escrevi essa pequena reflexão...




     Oração do canalha

     "Irás Festejar e conquistar várias meninas, mas nunca desvie do caminho correto da bem aventurada conta corrente com saldo positivo


     Caminharás pelas noites feito uma ave resplandecende de idade (galo véio) e muitas coisas aprenderás e viverás.


     Verás que não é soberano, apenas estas em uma fase boa da vida como outros tantos estão.


     Acharás que é famoso e conquistador, todavia sua fama será escassa ao menor sinal de fundo de carteira vazia.


     Construirás um império de amizades e donzelas, que cairá em ruínas em poucos dias ao menor sinal de fraqueza financeira ou amorosa,


     Bem aventurados os que valorizam uma amizade e possuem consciência, aproveitando a vida de maneira inteligente.


     Esses sim encontrarão o caminho do sucesso, do amor e do dinheiro, com pessoas de bem ao seu lado sempre."



               (Pastor Canalha)

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Fim de Noite

     Na vida de um verdadeiro canalha existem algumas coisas que são únicas. Por mais que os fatos sejam bastante parecidos com os que ocorrem com a grande maioria das pessoas, algumas peculiaridades são tão excêntricas que nada as paga. Desde o esquenta até a hora de dormir com o sol já radiante, uma noitada reserva situações pra lá de inusitadas. E nessa história toda uma situação se destaca: a finaleira da noite. Aquele momento que separam-se claramente os canalhas dos roscas. Onde exige-se muito espírito empreendedor para fazer um final de festa se tornar lucrativo. Mas como afirmei diversas vezes, só mesmo um canalha nato sabe como agir.



     Vamos aos fatos do fim de noite!

     Comecemos com uma visão histórica. Incontáveis foram as vezes que ao sair de casa por volta da meia noite escutei: "mas isso são horas de sair de casa? No meu tempo meia noite era hora de estar dormindo". Em outro momento, conversando com outra pessoa um pouco mais nova que esta, escutei: "Cara, no meu tempo a balada ia até no máximo quatro horas da manhã". Pois é, parece que o negócio virou várzea mesmo, tanto que toda a balada que se preze já deve trazer incluso um serviço de café da manhã. Se bem que nem teria graça... o que seria dos bêbados que rodam a cidade em busca do tão sonhado cachorro-quente matutino?

     Mas falar de história é legal. Foi só pegar alguns tios em uma tarde de domingo regada a muita cerveja, que a verdade começou a sair. Reza a lenda que depois do baile era bastante comum que dois irmãos ou primos levassem duas irmãs para casa, visto o perigo de se andar à pé na noite do interior (entendo, totalmente perigoso). E reza a lenda que misteriosamente ao cruzar por algum arbusto, um casal desaparecia. O outro casal corria para procurar o primeiro, mas sempre erravam de arbusto. Misteriosamente algum tempo depois se encontravam. Já pensou se aqueles "matinhos" falassem? Realmente a fama do "fim de noite" já vêm de longa data.

     Mas de volta aos dias atuais, posso afirmar que na noite muita coisa louca acontece. E sendo mais detalhista, é no fim da noite que realmente coisas até então inimagináveis se tornam realidade. Parando para pensar um pouco, nem é tão difícil de entender. Uma série de motivos permitem afirmar que é o momento propício dos "garranchos". Em primeiro lugar, você sabe que está nos 45 do segundo tempo. Ou as coisas acontecessem, ou "so sorry my friend", vai pra casa dormir. Depois disso elenco o fator álcool. Não estou falando do maníaco irresponsável que toma um trago e sai por aí dirigindo de forma suicida. Estou falando do fator alcoólico como facilitador de relações. Para não deixar quem não bebe de fora, empatado em segundo lugar cito o fator cansaço. Tanto físico quanto mental. Já vi muita gata bancando a difícil durante a noite toda, cortando mais que faca de frigorífico, mas que misteriosamente se entregou na finaleira. Méritos para o bom e velho canalha que foi vencendo no cansaço. Tem alguns amigos que chegam a deixar um "carreirinho" ao redor da moça de tanto que insistem. Outras moças simplesmente querem ir para casa... isso as vezes irrita.

     Por esses poucos exemplos deu pra perceber que o fim de noite é mágico. Eu já passei por cada história, que se fosse contar com certeza faria um belo espetáculo de comédia misturado com romance. Quem sabe um sitcom a lá californication? Sim, pois não foi uma nem duas vezes que deitei na cama e fiquei rindo sozinho e pensando: "não, isso não aconteceu... que loucura velhinho!". E tomado pelo álcool cai em sono profundo. O legal mesmo é que no outro dia você acorda e não lembra de nada. São necessários trinta segundos para você se situar no planeta. E mais algumas horas e várias ligações para testemunhas oculares para juntar todos os fatos de uma forma cronológicamente exata. Mas sempre fica alguma coisa de fora.

     O pior de tudo quando o fim de noite não tem fim. Sim, exatamente isso. Normalmente essa situação ocorre quando tudo dá certo para todos. Você se divertiu e seus amigos também. Logo todos ainda tem um pouco de adrenalina percorrendo as veias. Se um da turma foi cortado, perdeu a comanda, brigou com a namorada ou afins, possivelmente ele prefere não encarar a finaleira. Foje como uma choca véia e corre para o ninho. Porém, se todos resolvem enfrentar, perca total. Sim, pois o balaço que já está passando já é emendado em outro balaço matinal. A idéia de dormir já passa longe da cabeça. O lanche para curar ressaca vira um churrasco na casa de alguém. E quando menos se espera, a noite da lugar ao dia e o fim de noite foi vencido. Situações bem peculiares que posso muito bem afirmar... muita coisa acontece no fim da noite.

     No fim da noite já me dei bem e já vi muito amigo canalha se dar mais do que bem. No fim da noite já me abracei com alguns parceiros e tomei todas até o sol nascer. No fim da noite já rodei a cidade procurando por mais festas e acabei em um boteco qualquer comendo para curar a ressaca. No fim da noite já vi alguns anti-canalha se rebelarem por motivos pífios, talvez levados pela frustração do fracasso somado a máguas profundas. No fim da noite já vi mulheres chorarem aos prantos pelos desafetos amorosos. No fim da noite já vi grupos de amigos se juntarem para momentos que talvez nunca mais voltem a acontecer. No fim da noite vi pessoas se despedirem e infelizmente nunca mais tornei a vê-las. No fim da noite vi pessoas pela primeira vez e felizmente fortaleci laços de amizade que perduram até hoje. No fim da noite presenciei momentos que vou levar comigo para a toda a vida, pois foram tão prazerosos e divertidos que posso afirmar: "serão inesquecíveis". Só mesmo quem já venceu uma finaleira para saber o quanto ela é única.

     Finalizo bem ao meu estilo, citando parte de uma música muito tocada nos bailes da região: "Mas voltei, de volta estou nas madrugadas, igual a lua e a noite, que morrem sempre abraçadas..."

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Topa Tudo Por Dinheiro

     Aêee Sílvio! Quem quer dinheiro? Olha auditório, olha aí três aviõezinhos de cem reais... alô Lombardi! E atenção, a pergunta valendo um milhão de reais... quem aqui amigo nunca fez algo por dinheiro? Com certeza TODO MUNDA JÀ FEZ, afinal, estamos inseridos em um sistema capitalista. Trabalhamos por dinheiro, estudamos para ganhar dinheiro, e por aí afora. Não é a toa que os programas de auditório que envolvem premiações fazem tanto sucesso... principalmente para quem? Bingo! Para quem tem menos dinheiro!




     Mas o que isso tem a ver com a canalhice dos tempos modernos? Na verdade tem muita coisa. E isso que pretendo esclarecer neste post. (OBS: o blog não morreu, apenas seu autor cabalha master anda bastante ocupado e é movido apenas por comentários... se querem ler mais, fica a dica! )

     Como tudo na vida, esse post também tem um motivo. Resolvi escrever a respeito do tema depois de uma boa conversa com alguns amigos. Estávamos jogando um truquinho a cinco pila (afinal se não envolver dinheiro perde a graça), quando um nobre canalha começou a reclamar: "Porra véio, não aguento mais alguns falsos amigos que eu tenho. Comem, bebem e fazem festa junto comigo e na hora de dividir os custos da brincadeira todo mundo some. No fim das contas eu organizo e ainda por cima tenho que bancar marmanjo". Depois dele introduzir o assunto me obriguei a filosofar um pouco sobre o tema.

     Sim, pois no exato momento que ele contou a passagem me identifiquei. Por diversas vezes encabecei a organização de algum evento, festa ou mesmo confecção de algo, e no fim das contas acabei tendo que tirar grana do bolso para cobrir os inadimplentes. Depois de várias frustrações, decidi largar mão destas atividades. Isso apenas para citar um exemplo. Toda a vez que a turma resolve organizar alguma coisa, inevitavelmente alguém tem que ser responsável pela cobrança. Pelo histórico que teno, geralmente sou incubido de tal fato. Pelo menos ultimamente está bem melhor, todo mundo tem plena consciência de que devem, e precisam pagar.

      Mas a discussão central do post não é realmente esta, pois todo mundo sabe que de negador de conta e escora o mundo tá cheio. A questão é quando envolve relacionamento. Ontem twittei a seguinte frase: "Jamais deixe que o dinheiro tenha peso na hora de estabelecer uma relação." Essa frase explica bem a mensagem que desejo transmitir ao escrever estas palavras. Sim, pois ao longo das minhas jornadas canalhas, inúmeras vezes, senão na maioria delas, vi que o dinheiro fala mais alto nas relações interpessoais.

     Algumas vezes conheci pessoas na noite que estavam lá, cercadas de amigos e mulheres e no centro ele, o saudoso litro de Johnnie acompanhado dos toros vermelhos bem gelados. Naquele momento o cara era rei. No meio do bolo eu conhecia algumas pessoas, e acabava pedindo: "O meu, quem é o cara que tá pagando a bebida?". A resposta era meio genérica: "cara, esse é o fulano de tal da silva, tá pagando 3 litro de whisky hoje. Pense em um cara gente boa, parceiro pra caramba". Quando não conhecia o cara, tentava me aproximar e antes de aceitar o primeiro copo esperava para ver se realmente seria bem aceito na turma. Normalmente levado pelo álcool o cara nem percebe, e quem aparece vira amigo. Ok, se o cara se dispôs a pagar a festa, tudo bem, segue o baile e vamos festejar.

     Aí em outra noitada encontrava o cara novamente. Lá estava ele com seu copo na mão e observando o movimento. Bêbado ou não, a quantidade de pessoas ao seu redor era bem menor. Algum outro amigo e talvez um cumprimento esporádico de alguma donzela. Nesse momento sempre fiz questão de chegar até o cara e no momento oportuno pagar uma rodada. Por mais que o cara dizesse que não, insistia, pois a partir do momento que fiz uma parceria para fazer festa com ele, firmei um compromisso de devolver em outra situação. A cada vez mais esquecida história de que "uma mão lava a outra". E na maioria das vezes que isso ocorreu, claramente a pessoa foi pega de surpresa.

     De posse de uma amizade mais estreita, a maioria me confessou que praticamente ninguém que na noite das vacas gordas se aproveitou da situação sequer comprimenta o cara algum tempo depois. E que a atitude que eu tomei era até de estranhar de tão rara. Mas cadê os cidadãos que batiam no ombro e falavam: "tu sim é gente boa"? Posi é, são os mesmos que por trás dos ombros também falam: "fulano de tal pagou a noitada pra nós, não gastei um pila e ainda por cima peguei a gata que ele tava de olho". Agravando mais um pouco: "cara, esse loko é um mala, se acha mas é um coitado". Legal, uma punhalada pelas costas das boas.

     Essa situação é corriqueira. Fico totalmente decepcionado quando vejo pessoas próximas a mim se comportar desta forma. Ao encontrarem alguém "da grana", ou alguém com um carro bacana, uma casa com piscina, e similares, babarem ovo puramente pela posição financeira do indivíduo. Sabem porque? Mágua da minha parte? Muito pelo contrário. Seria mais um sentimento de pena. Pois a pessoa do outro lado sabe muito bem quem se aproxima dela por interesse financeiro ou não. Ela não conquistou tudo aquilo deixando-se enganar por interesseiros. Ela sabe muito bem que o "puxa-saco" que bate nas costas e faz de tudo é um cara que não merece respeito algum, pois se sujeita a ser humilhado para usufruir do outro.

     Pra piorar, no relacionamento afetivo é exatamente a mesma coisa. Se um cara tem um certo poder financeiro e percebe que uma mulher se aproxima dele levada por essa informação, ele sabe muito bem o que fazer: pegar e chutar. Sim, ele tem a consciência que a gata quer usufruir de seu patrimônio. Tudo bem, pode usufruir, desde que ele use e logo em seguida descarte a mesma. O patrimônio do cara logo é reposto (muitas vezes precisa de muito pouco para conseguir usar), mas e como fica a gata? Isso mesmo, fica usada. A regra é clara, se o interesse predominar, certamente a relação não passará de um usando o outro temporariamente, pois isso não tem como dar certo.

     E isso não ocorre só com o lado feminino. Muitos homens procuram mulheres ricas ou de família rica para colocar o burro na sombra. Esse cara certamente não tem um perfil canalha nato. É um engano clássico fazer isso, pois com certeza, da mesma forma com que um cara percebe que a gata é interesseira, a recíproca deve ser verdadeira. E novamente uma relação de interesse nasce fadada ao fracasso. Eu posso escrever isso com segurança pois já vi, e ainda vejo situações assim. Até mesmo no meu caso faço algumas reflexões para saber se não está acontecendo comigo. Cada vez mais aguço meu filtro para evitar ao máximo "amizades" e "relacionamentos" que fogem da verdadeira essência... a sinceridade.

     Em linhas gerais, a partir do momento que esse ponto esclarecido, você vive melhor. Você sente que realmente as pessoas passam a ser sinceras com você. Em uma amizade isso é muito importante. Porém em um relacionamento isso passa a ser fundamental. Sem isso é provável que ele não dure muito tempo. os provérbios antigos podem parecer bestas, mas vêm regados de muita sabedoria. Já ouviram aquele que diz: "quando a crise entra pela porta, o amor sai pela janela"? Geralmente é isso que ocorre. E porque ocorre? Porque tudo começou com um jogo de interesses. Sendo assim, cada um faça sua escolha e veja aonde vai dar.

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Que Move o Mundo

     Não sei o porque exatamente da sexta-feira ser um dia o qual estou inspirado para escrever. Elenquei três motivos possíveis: o fato de ser sexta-feira, que por si só é justificável; o elevado grau de sono que sinto nas manhãs de sexta; ou talvez a cervejada com alguns amigos na quinta a noite. Dos três, acredito que o último é o mais plausível. Parece que uma mente regada com cerveja rende boas idéias.




     E a idéia que veio em mente já havia sido discutida a muito tempo com um colega de trabalho. Todavia, foi necessário um pouco de álcool para tornar essa teoria mais clara, possibilitando assim escrever este post. Vocês sabem o que realmente move o mundo? Vamos aos fatos...

     Pode até parecer bombástico, mas afirmo que o que move o mundo é o sexo, seguido de perto pelo dinheiro. Essa teoria foi levantada por um amigo meu do trabalho, e graças à minha visão canalha dos fatos, amadureci um pouco a idéia. Lembro muito bem que ele estava meio apertado, e bastante insatisfeito com condição de estagiário. Aí ele me fez uma série de perguntas:

     Cara, porque você fez faculdade? R: Pra me formar, é óbvio;

     Mas se formar por que? R: Pra se dar bem no mercado de trabalho e conseguir um bom emprego, ou com sorte empreender e se dar bem;

     Mas por que ter um emprego? R: Pra aplicar o que aprendi e ter um bom salário;

     Por que ganhar bem? R: Pra me sustentar, poder comprar as coisas que eu quero, como um carro, um AP, e tudo mais;

     Por que todas essas coisas e não ficar às custas do pai? R: Pra ter independência e fazer o que quiser, podendo sair e curtir bastante;

     Por que sair pra curtir? R: Tudo bem, pra pegar a mulherada, admito;

     Estamos quase lá... por que pegar mulher? R: Um tanto quanto pessoal, mas a resposta parece bem óbvia... pelo sexo.


     Pode parecer um diálogo sem sentido, mas eis uma constatação: qualquer coisa que você faz, com as perguntas certas, acabará levando à mesma resposta. Já li muita baboseira sobre a questão de tudo ter um por que, mas levando essa discussão mais a fundo, percebemos que esse por que inevitavelmente vai levar a mesma resposta final. A reprodução da espécie em um mundo tomado pelo sistema capitalista gira em torno destas duas variáveis: dinheiro e sexo. Pode parecer exagero, mas tudo se explica com base nessa linha de pensamento.

     É óbvio que antes disso temos as necessidades básicas, como pro exemplo a sobrevivência. Mas até ela acaba sendo atrelada ao erotismo. Sim, pois quando nascemos sabemos apenas nos alimentar e colocar pra fora os resíduos. Agora pensemos um pouco. O alimento, na grande maioria dos casos, vêm do leite materno. Os resíduos são eliminados pela urina e fezes. E depois que atingimos a puberdade, quais as partes do corpo nos chamam mais atenção? As mulheres tão preocupadas com o tamanho do peito, os homens, com o tamanho do membro, e assim por diante. Novamente o sexo metido no meio da história. Freud explica bem como nosso comportamento sexual na adolescência é influenciado pela forma como fomos tratados na infância.

     Confesso que talvez estes argumentos não sejam suficientes para vocês concordarem plenamente com a teoria. Quem sabe um estudo científico mais aprofundado daria um melhor embasamento para essa idéia. Mas afirmo que pelo menos faz algum sentido. Tanto que na conversa de ontem criei um teorema interessante: "os homens buscam dinheiro pois com ele conseguem o sexo, e as mulheres usam o sexo pois com ele conseguem dinheiro". É claro, existem exceções. Sempre existirão mulheres bem sucedidas pelo esforço próprio, ou homens acima da média que podem ter sexo sem dinheiro. Mas convenhamos, eu nunca vi um mendigo se dar bem pra cima da mulherada. E também não vi aquela gordinha enrustida ser uma profissional bem sucedida. Em algum momento a mulher usa seu poder de sedução para conquistar seu espaço. Nem que seja um pequeno decote ou uma sutil jogada de cabelo para o lado.

     Ultimamente venho comprovando esta teoria nas mais diversas situações. Parece que funciona para todos os casos. A cada volta que o mundo dá, desde a pré-história até a idade moderna, tribos, impérios e até civilizações inteiras surgiram e desapareceram movidas pelo sexo. Afinal, ele é o principal responsável pela reprodução de toda a vida na terra.

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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Escorrendo Veneno

     Engraçado como depois de um litro de whisky uma conversa casual de amigos se torna uma grande e duradoura discussão filosófica. E foi justamente o que aconteceu numa noite dessas. Depois de um tempo sem tomar todas, eu estava com vontade de me entorpecer, até pra livrar do stress do cotidiano. Dessa forma eu e um amigo resolvemos beber e dar uma observada na night. Acontece que esquecemos de observar a noite devido a gravidade do assunto em questão.



Leia mais e entenda...

     A questão central do debate foi como o ódio (conhecido popularmente como mágoa) toma conta do coração da maioria das pessoas. Antes de escrever sobre isso, é bom deixar bem claro: uma coisa é você discutir fatos, comentar coisas que as pessoas próximas fizeram. Outra coisa é distorcer informações e falar coisas sem realmente ter certeza. Sim, pois infelizmente todos falamos da vida dos outros. Felizes são os que conseguem discernir entre comentar o que ocorre de fofocas e boatos. Por isso que dizem: "pessoas inteligentes discutem idéias, pessoas normais falam de acontecimentos, e pessoas medíocres falam de outras pessoas". Aqui devo acrescentar: falar de outras pessoas não é ser medíocre, mas difamar outras pessoas passa a ser.

     Explicado esse ponto inicial, nossa discussão se deu justamente quando conversávamos sobre nossas relações de amizade. Olhamos pra um canalha que estava conosco, e comentei: "esse cara é muito gente boa, muito parceiro". Meu outro amigo concordou prontamente. Você sabe que é aquela pessoa que pode falar as coisas abertamente que ele vai ser sensato o suficiente para falar as coisas certas na tua cara sem ofender. Da mesma forma que vai ser sensato ao comentar do seu nome na sua ausência. Pois sim meus nobres canalhas, não se iludam. Na nossa ausência, COM CERTEZA vão falar da nossa pessoa. Fato! E é nesse momento que a grande maioria das pessoas falha. É aqui que a personalidade vem a tona.

     Uma coisa é comentar os assuntos de uma forma moderada, pensando em não difamar a moral da pessoa ausente. Outra é conversar com a boca escorrendo veneno. Chutando o balde em relação à outra pessoa. Isso é um claro sinal de que essa pessoa não merece confiança. Discorda? Tudo bem! Mas se essa pessoa fala mal de boca rasgada de outra, o que vai garantir que ela não irá fazer o mesmo em relação à você na sua ausência? Com certeza ela vai fazer isso, é de sua índole ter esse comportamento. E o erro mais comum que temos é achar que quando estamos ausentes nosso nome será citado sempre de forma positiva. Ledo engano! São poucos que tem o nível de honestidade ideal para agir da mesma forma tanto na sua presença quanto na sua ausência. Via de regra, parece que as pessoas tem o prazer de falar mal da vida alheia.

     Um exemplo prático talvez? Esse meu amigo comentou: "pois é cara, lembra do fulano que veio falar comigo no baile? Pois é, veio querendo falar mal da guria que tava contigo. E te falo isso porque sou teu amigo. Só que ao mesmo tempo que ele falava sentia que na verdade ele estava maguado e sentia inveja de você". Eu agradeci por ele ter contado. Engraçado que essa mesma pessoa dava toque e queria a todo custo a guria que estava comigo. Um exemplo simples mas que relata bem esse comportamento "Cobrinha Style" que afeta uma grande porcentagem das pessoas que nos cercam. E aqui teria mais um milhão de exemplos a serem citados, tanto fatos que ocorreram comigo, quanto com outros amigos e conhecidos. A tal da "trairagem" parece estar cada vez mais na moda.

     Eu descobri que ser honesto e sincero é muito bom. É a melhor coisa a ser feita. A algum tempo venho utilizando essa filosofia, e a cada dia que passa percebo que foi a escolha certa a ser feita. Percebi que as pessoas com quem me relaciono diminuiu bastante, mas as que me relaciono com certeza valorizam muito isso. É uma relação onde você tem certeza que nenhum dos lados irá sair prejudicado. Se fiquei com alguém e não quero nada sério, deixo isso bem claro. Se quero falar de um amigo para outro, ambos estão cientes das coisas que falo. Sem enganação e falsidade. E a cada vez que percebo o veneno escorrendo em uma pessoa, procuro me afastar. Tenho fobia de animais peçonhentos.

     O legal de ser um bom amigo é sentir que as pessoas te dão valor. Elas procuram você para conversar e pedir conselhos. E elas escutam pois sabem que você quer o bem delas. Outro exemplo. Um amigo meu veio me contar de um relacionamento que ele estava tentando iniciar, e pediu o que achava, que ele teria que abrir mão das festas, etc e tal. Falei com todas as palavras o que eu achava. Desde o perfil da pessoa, até a questão de abrir mão das festas. Mesmo sabendo que eu perderia um guerreiro de balada, minha opinião não foi levando em conta meus interesses, mas sim o que eu pensava e o que seria melhor para ele. Pode parecer meio GAY, mas ao final da conversa ele me olhou dentro do "grão do zóio" e disse: "cara, realmente você é meu parceiro, você não fala o que eu quero ouvir, você me fala o que é o certo a ser feito". E depois me deu um abraço. É muito bom quando esse tipo de coisa acontece.

     E na verdade acontece porque sinceridade é um sentimento que anda meio sumido. É como uma mina de ouro. Quando você encontra uma, quer a todo custo usufruir dela. Infelizmente as pessoas preferem estabelecer uma falsa relação, baseada puramente em interesses, do que de fato provar um sabor de uma amizade verdadeira. Pra quem me conhece sabe. Eu odeio isso! E assim como odeio o amigo que só é teu amigo na hora boa, também odeio o tipo de guria a qual você só serve quando está por cima. Mas enfim, não preciso desenhar. É fato que cada vez mais as relações estão sendo regadas á veneno. Cabe a cada um de nós escolher qual a melhor coisa a ser feita. A minha escolha já foi tomada!

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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O Amigo Oculto

     Novamente eu e minhas idéias. Lá estava fazendo um saboroso lanche (na verdade alguns restos mortais de bolachinha recheada com café preto mais ruim que petróleo, apesar de nunca ter bebido petróleo), quando veio o assunto em pauta. A questão do amigo oculto. Não, não foi uma discussão inverterada de cinéfilos sobre o filme. Foi uma discussão sobre o tão debatido tema "relacionamento".



     Ainda está viajando sobre o assunto do post? Tudo bem, esse era o objetivo mesmo. Continue que quem sabe você entenda... :D

     Em mais umas das tantas conversas de intervalo, comentamos sobre o grandioso jogo de futebol da noite de hoje, onde o internacional pode se tornar bi-campeão da libertadores (fanatismos à parte, tomara que vença). Nesse momento uma nobre colega comentou: "poxa vida, sou colorada e meu namorado é gremista, é tão ruim não poder comemorar". Logo em seguida falou que havia comentado alguma coisa envolvendo meu santo nome com seu namorado. Algo do tipo "O Zeh falou tal coisa sobre o inter". Nesse momento outra emendou: "sim, esses dias eu comentei com meu marido sobre uma piada que o Zeh contou". Novamente meu nome no meio da história. O legal foi o desfecho. Em ambos os casos os namorados tiveram uma crise moderada de ciúmes. Aquela coisa no estilo: "mas quem é esse Zeh?", ou então "mas você fala com esse Zeh!", "mas tu é amiguinha desse Zeh!" e assim por diante. E não é a primeira vez que isso ocorre. Momento tenso detectado.

     Observando o fato lembrei do tempo em que eu também namorava. Muitas vezes ia na casa da gata e, no meio das conversas sobre como tinha sido nosso dia, ela acabava comentando: "hoje o fulano fez tal coisa", ou então "hoje o ciclano levou lanche pra nós, ele é muito querido". Confesso que quando ouvia as palavras "fulano" e "ciclano" (substituam para seus casos particulares) aqueles nomes não me desciam. Por mais que eu tentasse ignorar o fato, pois eram simples colegas de trabalho, a malícia não me deixava. Sempre ficava com uma pulga atrás da orelha. Na mesma lógica, foram sucessivas brigas por eu comentar algo do tipo "não suporto a fulana que trabalha comigo". E ouvia comentários como "só pode que você deve amar ela, não para de falar dessa guria". A partir desse momento, modo briga - ON.

     Por isso acabei pensando que essa "teoria do amigo oculto" é bem interessante. O amigo ou a amiga oculto(a) normalmente é alguém que tem um convívio com seu namorado(a) ou esquema e não convive com você. è um ser que em um primeiro momento pode ser considerado um estranho no ninho, mas que geralmente não tem por objetivo bagunçar o mesmo. Algum filósofo já disse que "o ser humano teme o desconhecido". Vemos isso claramente no mito da caverna de Platão, onde as pessoas nasceram em uma caverna e enxergavam apenas a sua sombra. Aquela era sua realidade. A mesma coisa acontece em um relacionamento. Ao descobrirmos que um "estranho" tem contato com seu(ua) parceiro(a), o ser humano tende a desconfiar. Em um relacionamento chamamos isso de ciúmes. Mas isso pode ocorrer também em uma relação pai e filho. Mesmo você tentando dizer que seu amigo não é drogado nem bandido, a primeira sensação dos pais é a desconfiança.

     A teoria do amigo oculto é algo que explica muitas briguinhas conjugais. Por mais que a pessoa comente de forma involuntária sobre alguém com a qual tem convívio, na maioria das vezes a outra parte não é madura o suficiente para entender. E isso, quem em um primeiro momento pode parecer besteira, pode acabar virando um estopim para algo maior. Quanto mais escrevo a respeito, mais percebo o quanto somos mesquinhos em nossos relacionamentos. Falo no plural pois me incluo em praticamente todas as situações citadas aqui. Não tivesse presenciado, não teria experiência para escrever. Mas a sensação que tive quando comentaram sobre o fato acima foi: "poxa vida, como eu era um completo idiota em sentir ciúmes nessa situação". Sim, pois se a pessoa tiver qualquer vontade de "burlar a relação" com algum colega, com certeza ela NÃO VAI COMENTAR A RESPEITO DA PESSOA. Seria como cometer um crime e deixar provas cabais.

     Normalmente comentamos tudo que ocorre no nosso dia. É um processo natural do cérebro para se livrar de coisas menos importantes. E muitas vezes essa "eliminação de resíduos" acaba sendo mal interpretada pela outra parte. E aí, salve-se quem puder. O mais legal de tudo isso, é que depois que o amigo oculto toma forma, convivendo ou interagindo conosco, percebemos que o que fantasiamos, na maioria das vezes, não condiz com a realidade. De fato é apenas uma pessoa que interage no trabalho, estudo, ou outra atividade tão importante quanto a relação. Mas escrevi "na maioria das vezes" porque infelizmente existem exceções. E aqui o assunto torna-se um pouco delicado.

     Essa infeliz desconfiança do mundo moderno, a qual não nos permite mais firmar laços de harmonia com as pessoas é uma porcaria. Não podemos mais vender sem contrato, pois os caloteiros de plantão não perdoam. Não podemos mais sair tranquilos, pois marginais querem nos prejudicar. E quanto o assunto é relacionamento, não podemos mais confiar totalmente, pois alguns - com o perdão da expressão - filhos da puta sempre querem te dar uma bola nas costas. Algo do tipo "Essa gata tem namorado? Se vacilar to pegando!" é o pensamento que predomina na mente da grande maioria. Talvez é por isso que essa desconfiança exista. Não fosse por essa palhaçada que vemos de forma mais descarada a cada dia que passa, quem sabe as pessoas confiariam mais. É uma pena que não é assim. Eu procuro ser, eu faço minha parte. Mas muitas vezes para se gabar por alguns instantes, muitos acabam ignorando algo chamado "respeito". Fatalmente essas pessoas estão fadadas ao fracasso. É triste dizer, mas é a mais pura verdade.

     Ufa, nunca achei que uma discussão sobre futebol fossê tão longe!

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sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Como Se Comportar Após o Fim de Uma Relação

     Aos canalhas de plantão um aviso: qualquer coincidência com fatos da vida real é mero acaso. Com certeza alguns vão concordar, outros discordar, e fatalmente, outros irão criticar. Mas digo uma coisa pra vocês... até onde meu conhecimento canalha me permite, afirmo que isso é fato!



     Sim, com certeza existem controversas, todavia posso afirmar que o comportamento pór relacionamento pode influenciar toda a sua vida. Talvez um pouco melodramático, mas com certeza só cabe a você fazer as escolhas que permitam que esta seja uma influência positiva...
     Pra começo de história uma pergunta: O que você considera como "uma relação"? Aquele esqueminha de 15 dias, ou mesmo aquela ficada "lenga-lenga" que se arrasta por meses não pode ser considerada uma relação. Quando muito podemos definir como um rolo. Sim, porque nada mais é do que uma relação onde, geralmente, uma das partes quer e a otra enrola. A conversinha bonita de "vamos com calma, não sei se estou preparado(a) pra isso" não cola muito. Relação é algo que começou com o consentimento de ambas as partes, e durou tempo suficiente para ser inesquecível (devo ter plageado alguém aqui). Melancolias à parte, relação é algo que se consolidou para você e para os que o cercam.

     Após definido o termo, o que entendemos pelo fim desta relação? Uma briga onde um dos lados age sem pensar e resolve chutar o balde não caracteriza necessariamente o fim. Um discussão onde ambos ficam um, ou alguns, ou vários dias sem se falar também não. Uma relação acaba quando um dos lados deixa de pensar em construir a mesma, ou então faz de tudo para a destruir. Por incrível que pareça uma relação normalmente acaba antes de terminar. Fato! Quando uma das pessoas desiste da mesma, o final foi decretado. E geralmente essa desistência vem de forma silenciosa, o que é muito mais doloroso para a outra parte. A pessoa simplesmente desanima, desiste por algum motivo, e o relacionamento entra em decadência. Com certeza é a parte mais triste do que chamamos de amor. Deixa feridas e cicatrizes muitas vezes para toda a vida.

     Uma coisa deve ser bem entendida. Quando um não quer, dois não brigam. Dessa forma, por mais que um coração canalha teime em ir na direção contrária, infelizmente o que nos resta é seguir o baile. Talvez a parte mais difícil da história seja essa... erguer a cabeça e partir para novos rumos, novos caminhos, novos ares, novos horizontes... não sei... chamem como quiser! Demora um pouco, mas a vida nos mostra que nem tudo está perdido. Na verdade percebemos que tudo está esperando para ser achado. E a cada descoberta positiva, percebemos o quão medíocre e mesquinho era nosso pensamento. Descobrimos coisas que até então por ser desconhecidas, achávamos que jamais poderiam ocorrer. Uma bença!

     Quando ocorre isso a sensação é muito boa. É como matar aquele chefão no videogame o qual a seis meses você vinha enfrentando sem sucesso. É como ganhar aquele campeonato de poker após eliminar mais de mil adversários. Exageros à parte, é como ganhar na loteria (como se isso não fosse outro exagero). Sim, pois o "alívio sentimental" nos permite enxergar a vida como ela é. E nesse momento percebemos o quão fácil são as coisas. Simples assim. Mas quando ainda não sentimos esse alívio, aí sim tudo parece complexo. Cada passo é complicado, cada acontecimento uma tragédia. Parece que quanto mais tentamos, mais nos afundamos no sentimento. Nesse momento a luz de alerta deve ser ligada. É hora de escrever um mantra no seu espelho: "O MUNDO NÃO ACABA APÓS UM RELACIONAMENTO". Repita ele "N" vezs, com "N" variando de 10 a o número suficiente de vezes que o faça compreender esse fato. Por favor, nesse momento não cometa atitutes precipitadas. Elas podem compremeter seriamente o seu destino. E aqui chegamos ao título do post.

     Algumas coisas são preciosas após o fim de um relacionamento. Ao longo de minha jornada canalha percebo muitas gafes. Devemos ter muita atenção para não cometê-las. Um exemplo de uma gafe mais que comum. A guria está solteira, saindo e fazendo festa. Fatalmente ele toca no assunto: "eu estou solteira mas estou muito bem, obrigado". Tudo bem, mensagem recebida. Minutos depois, ou movida por um fator externo (uma lembrança, um local), ou então devido ao assunto se aproximar de sentimentos, a mesma desanda a falar do relacionamento fracassado. Aqui temos a gafe. Ela afirma que está bem, e na primeira situação que aparece, desanda a chorar o leite derramado. O bom e velho canalha mata na bochada. Ela está tentando fazer uma auto-afirmação falsa para tentar enganar a si mesma. Pode parecer meio louco, mas é exatamente isso. Expressa exatamente o contrário do que sente. A psicologia explica. Quer outro exemplo? Ela está no posto e vê seu ex namorado. "Nunca mais quero ver ele na minha frente". Porém, seus olhos insistem em acompanhar cada movimento que o referido faz no local. O corpo fala minha gente. Tudo o que você disse com a boca foi suprimido pelo corpo, que falou: "ele está aqui, o que será que ele vai fazer? Será que está me olhando? Será que devo falar com ele? Ele, ele, ele e ele".

     Sendo assim, jamais cometam a gafe da auto-afirmação contraditória. Mas falar dos sentimentos é ruim? Ledo engano minha gente. Escolha a pessoa certa (quando eu digo a certa não é um estranho, um cara que chegou dar em cima de você, ou uma conhecida) e abra seu coração. Fale abertamente do seu sentimento. Detalhe exatamente o que pensa. Dessa forma muitas vezes você acaba percebendo coisas simples que podem levar a superar situações. É aquela velha história... "aquela terapia está me fazendo muito bem". Porque? Simplesmente porque alguém resolveu ouvir você (o ruim é ter que pagar pra isso). E falando você expressa pensamentos bons e ruins. E é muito bom fazer isso. Pois falando dos ruins você os expulsa da mente, e falando dos bons, você irradia energia positiva. Uma bença!

     Outro ponto a ser levantado é seu comportamento após o fim. O que é certo? Ficar em casa hibernando? Sair tipo louco de segunda a segunda? Sair dando pedrada em tudo que é pomba? Dar em cima dos amigos ou amigas? Tentar virar amigo do(a) ex? Vou adiantando que não tem receita de bolo. A coisa mais certa a ser feita é ser esperto e sensato. Jamais seja idiota ou cometa atitudes sem pensar bem antes. Porque? Porque se você estava em um relacionamento, a outra pessoa o conhece melhor que qualquer outra, ou quase isso. Toda atitude que você tiver vai ser bem entendida pela outra parte. Portanto, não se comporte de uma forma a fim de mostrar outra coisa. É o pior blefe que você pode tentar passar. Ex: passa pela pessoa em nem olha na cara. Você faz isso para mostrar que ignora a pessoa, mas vai contra o seu sentimento. O blefe escancarado é claramente entendido pela outra pessoa. Ela sabe muito bem que você queria olhar e não olhou para se fazer. Quem sai no lucro? A outra pessoa. Assim como no poker, seu movimento foi errado e mostrou fraqueza. Todas as fichas vão para o "adversário". O que seria correto neste exemplo? Olhar e comprimentar. Se sente carinho, sorria e comprimente. Se sente raiva, comprimente assim como comprimenta o colega de trabalho que você não suporta. Sem encenação e ponto.

     Outra coisa. Um erro muito comum é sair por aí feito louco. Pegando todo mundo, se enfiando em tudo que é festa, entortanto o caneco até o amanhecer. Se você é um boêmio, um canalha nato, faça isso. Mas jamais deixe de lado o que realmente é importante na sua vida. Trabalho, estudo, FAMÍLIA, DEUS. A noite de um boêmio é mágica (eu que o diga), mas depois dela vêm o amanhecer, e tudo recomeça novamente. E infelizmente as "cacas" que você faz estão feitas, e se você pensa que a noite é cega, está enganada, seus olhos são melhores do que os de qualquer felino. O que você faz sempre será repercutido. Portanto faça somente o que você realmente quer fazer. A incrível tática de encher a bota e pintar e bordar é a pior possível. Se a bebida dominar você, então você não deve fazer isso. Porque acordar no outro dia e usar o argumento "não lembro de nada" ou "fiz porque estava bêbado(a)" não cola. Pelo menos não para quem realmente sabe o que você pensa e sente.

     Por fim, fazendo outra analogia clássica com o pôker. Ao jogar suas fichas no pano e enfrentar as cartas do adversário, procure ter o máximo de certeza possível que você está na frente. Se resolver ficar com alguém, que seja com alguém que vale a pena. Alguém que pelo menos tenha algo de bom para mostrar, e que não saia por aí denegrindo sua imagem (ATENÇÃO! ESSE É UM SER NÃO CANALHA ENCONTRADO AOS MONTES EM TUDO QUE É LOCAL, COM ÊNFASE PARA A NOITE. MAS TAMBÉM PODE SER ENCONTRADO POR AÍ, NO CLÁSSICO ESTILO LOBO EM PELE DE CORDEIRO). Se você quer sair e encher a cara, escolha o local ideal. A depressão pode bater quando você estiver no segundo garrafão de vinho nos altos da avenida e ver sua ou seu ex passar bem acompanhada(o). Se quer fazer algo mais, digamos assim, "explícito", tenha muito cuidado ao escolher a pessoa certa. O conselho anterior continua valendo. Não deixe seu libido sacanear você. Chorar o leite derramado depois não rola. E não venha com desculpa de que caiu no papinho mela-cueca "o ex era o pior de todos, eu é que sou o cara" que alguém lhe aplicou. Se aconteceu é porque você quiz que acontecesse, fato!

     Enfim... tem mais um monte de situações e momentos que poderiam ser debatidos, mas o post ficaria do tamanho do Rio Grande. Acredito que deu pra entender o espírito da conversa. Mas independente de concordar ou não com meu ponto de vista, uma pequena reflexão sempre é produtiva. Os fatos podem ocorrer de várias maneiras. Mas saibam que tudo tem uma solução. Cabe ao bom e velho canalha saber exatamente como se comportar em cada situação. As dicas de ouro: fique sempre a frente do outro, sabendo qual o próximo passo que ele(a) vai dar; prepare-se bem para isso, pois o fato vai ocorrer; ao expor seu jogo, procure mostrar suas cartas ganhando; e o mais importante: preocupe-se com a sua vida. Invista em você, foque em algo que julgar importante. Energias positivas bem canalizadas em um local, acabam refletindo em outro. E numa dessas esse outro pode ser justamente seu sentimento. Quando isso ocorrer você vai perceber: "eu acertei o pulo!".

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