Engraçado como depois de um litro de whisky uma conversa casual de amigos se torna uma grande e duradoura discussão filosófica. E foi justamente o que aconteceu numa noite dessas. Depois de um tempo sem tomar todas, eu estava com vontade de me entorpecer, até pra livrar do stress do cotidiano. Dessa forma eu e um amigo resolvemos beber e dar uma observada na night. Acontece que esquecemos de observar a noite devido a gravidade do assunto em questão. 
Leia mais e entenda...
A questão central do debate foi como o ódio (conhecido popularmente como mágoa) toma conta do coração da maioria das pessoas. Antes de escrever sobre isso, é bom deixar bem claro: uma coisa é você discutir fatos, comentar coisas que as pessoas próximas fizeram. Outra coisa é distorcer informações e falar coisas sem realmente ter certeza. Sim, pois infelizmente todos falamos da vida dos outros. Felizes são os que conseguem discernir entre comentar o que ocorre de fofocas e boatos. Por isso que dizem: "pessoas inteligentes discutem idéias, pessoas normais falam de acontecimentos, e pessoas medíocres falam de outras pessoas". Aqui devo acrescentar: falar de outras pessoas não é ser medíocre, mas difamar outras pessoas passa a ser.
Explicado esse ponto inicial, nossa discussão se deu justamente quando conversávamos sobre nossas relações de amizade. Olhamos pra um canalha que estava conosco, e comentei: "esse cara é muito gente boa, muito parceiro". Meu outro amigo concordou prontamente. Você sabe que é aquela pessoa que pode falar as coisas abertamente que ele vai ser sensato o suficiente para falar as coisas certas na tua cara sem ofender. Da mesma forma que vai ser sensato ao comentar do seu nome na sua ausência. Pois sim meus nobres canalhas, não se iludam. Na nossa ausência, COM CERTEZA vão falar da nossa pessoa. Fato! E é nesse momento que a grande maioria das pessoas falha. É aqui que a personalidade vem a tona.
Uma coisa é comentar os assuntos de uma forma moderada, pensando em não difamar a moral da pessoa ausente. Outra é conversar com a boca escorrendo veneno. Chutando o balde em relação à outra pessoa. Isso é um claro sinal de que essa pessoa não merece confiança. Discorda? Tudo bem! Mas se essa pessoa fala mal de boca rasgada de outra, o que vai garantir que ela não irá fazer o mesmo em relação à você na sua ausência? Com certeza ela vai fazer isso, é de sua índole ter esse comportamento. E o erro mais comum que temos é achar que quando estamos ausentes nosso nome será citado sempre de forma positiva. Ledo engano! São poucos que tem o nível de honestidade ideal para agir da mesma forma tanto na sua presença quanto na sua ausência. Via de regra, parece que as pessoas tem o prazer de falar mal da vida alheia.
Um exemplo prático talvez? Esse meu amigo comentou: "pois é cara, lembra do fulano que veio falar comigo no baile? Pois é, veio querendo falar mal da guria que tava contigo. E te falo isso porque sou teu amigo. Só que ao mesmo tempo que ele falava sentia que na verdade ele estava maguado e sentia inveja de você". Eu agradeci por ele ter contado. Engraçado que essa mesma pessoa dava toque e queria a todo custo a guria que estava comigo. Um exemplo simples mas que relata bem esse comportamento "Cobrinha Style" que afeta uma grande porcentagem das pessoas que nos cercam. E aqui teria mais um milhão de exemplos a serem citados, tanto fatos que ocorreram comigo, quanto com outros amigos e conhecidos. A tal da "trairagem" parece estar cada vez mais na moda.
Eu descobri que ser honesto e sincero é muito bom. É a melhor coisa a ser feita. A algum tempo venho utilizando essa filosofia, e a cada dia que passa percebo que foi a escolha certa a ser feita. Percebi que as pessoas com quem me relaciono diminuiu bastante, mas as que me relaciono com certeza valorizam muito isso. É uma relação onde você tem certeza que nenhum dos lados irá sair prejudicado. Se fiquei com alguém e não quero nada sério, deixo isso bem claro. Se quero falar de um amigo para outro, ambos estão cientes das coisas que falo. Sem enganação e falsidade. E a cada vez que percebo o veneno escorrendo em uma pessoa, procuro me afastar. Tenho fobia de animais peçonhentos.
O legal de ser um bom amigo é sentir que as pessoas te dão valor. Elas procuram você para conversar e pedir conselhos. E elas escutam pois sabem que você quer o bem delas. Outro exemplo. Um amigo meu veio me contar de um relacionamento que ele estava tentando iniciar, e pediu o que achava, que ele teria que abrir mão das festas, etc e tal. Falei com todas as palavras o que eu achava. Desde o perfil da pessoa, até a questão de abrir mão das festas. Mesmo sabendo que eu perderia um guerreiro de balada, minha opinião não foi levando em conta meus interesses, mas sim o que eu pensava e o que seria melhor para ele. Pode parecer meio GAY, mas ao final da conversa ele me olhou dentro do "grão do zóio" e disse: "cara, realmente você é meu parceiro, você não fala o que eu quero ouvir, você me fala o que é o certo a ser feito". E depois me deu um abraço. É muito bom quando esse tipo de coisa acontece.
E na verdade acontece porque sinceridade é um sentimento que anda meio sumido. É como uma mina de ouro. Quando você encontra uma, quer a todo custo usufruir dela. Infelizmente as pessoas preferem estabelecer uma falsa relação, baseada puramente em interesses, do que de fato provar um sabor de uma amizade verdadeira. Pra quem me conhece sabe. Eu odeio isso! E assim como odeio o amigo que só é teu amigo na hora boa, também odeio o tipo de guria a qual você só serve quando está por cima. Mas enfim, não preciso desenhar. É fato que cada vez mais as relações estão sendo regadas á veneno. Cabe a cada um de nós escolher qual a melhor coisa a ser feita. A minha escolha já foi tomada!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Escorrendo Veneno
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
O Amigo Oculto
Novamente eu e minhas idéias. Lá estava fazendo um saboroso lanche (na verdade alguns restos mortais de bolachinha recheada com café preto mais ruim que petróleo, apesar de nunca ter bebido petróleo), quando veio o assunto em pauta. A questão do amigo oculto. Não, não foi uma discussão inverterada de cinéfilos sobre o filme. Foi uma discussão sobre o tão debatido tema "relacionamento".
Ainda está viajando sobre o assunto do post? Tudo bem, esse era o objetivo mesmo. Continue que quem sabe você entenda... :D
Em mais umas das tantas conversas de intervalo, comentamos sobre o grandioso jogo de futebol da noite de hoje, onde o internacional pode se tornar bi-campeão da libertadores (fanatismos à parte, tomara que vença). Nesse momento uma nobre colega comentou: "poxa vida, sou colorada e meu namorado é gremista, é tão ruim não poder comemorar". Logo em seguida falou que havia comentado alguma coisa envolvendo meu santo nome com seu namorado. Algo do tipo "O Zeh falou tal coisa sobre o inter". Nesse momento outra emendou: "sim, esses dias eu comentei com meu marido sobre uma piada que o Zeh contou". Novamente meu nome no meio da história. O legal foi o desfecho. Em ambos os casos os namorados tiveram uma crise moderada de ciúmes. Aquela coisa no estilo: "mas quem é esse Zeh?", ou então "mas você fala com esse Zeh!", "mas tu é amiguinha desse Zeh!" e assim por diante. E não é a primeira vez que isso ocorre. Momento tenso detectado.
Observando o fato lembrei do tempo em que eu também namorava. Muitas vezes ia na casa da gata e, no meio das conversas sobre como tinha sido nosso dia, ela acabava comentando: "hoje o fulano fez tal coisa", ou então "hoje o ciclano levou lanche pra nós, ele é muito querido". Confesso que quando ouvia as palavras "fulano" e "ciclano" (substituam para seus casos particulares) aqueles nomes não me desciam. Por mais que eu tentasse ignorar o fato, pois eram simples colegas de trabalho, a malícia não me deixava. Sempre ficava com uma pulga atrás da orelha. Na mesma lógica, foram sucessivas brigas por eu comentar algo do tipo "não suporto a fulana que trabalha comigo". E ouvia comentários como "só pode que você deve amar ela, não para de falar dessa guria". A partir desse momento, modo briga - ON.
Por isso acabei pensando que essa "teoria do amigo oculto" é bem interessante. O amigo ou a amiga oculto(a) normalmente é alguém que tem um convívio com seu namorado(a) ou esquema e não convive com você. è um ser que em um primeiro momento pode ser considerado um estranho no ninho, mas que geralmente não tem por objetivo bagunçar o mesmo. Algum filósofo já disse que "o ser humano teme o desconhecido". Vemos isso claramente no mito da caverna de Platão, onde as pessoas nasceram em uma caverna e enxergavam apenas a sua sombra. Aquela era sua realidade. A mesma coisa acontece em um relacionamento. Ao descobrirmos que um "estranho" tem contato com seu(ua) parceiro(a), o ser humano tende a desconfiar. Em um relacionamento chamamos isso de ciúmes. Mas isso pode ocorrer também em uma relação pai e filho. Mesmo você tentando dizer que seu amigo não é drogado nem bandido, a primeira sensação dos pais é a desconfiança.
A teoria do amigo oculto é algo que explica muitas briguinhas conjugais. Por mais que a pessoa comente de forma involuntária sobre alguém com a qual tem convívio, na maioria das vezes a outra parte não é madura o suficiente para entender. E isso, quem em um primeiro momento pode parecer besteira, pode acabar virando um estopim para algo maior. Quanto mais escrevo a respeito, mais percebo o quanto somos mesquinhos em nossos relacionamentos. Falo no plural pois me incluo em praticamente todas as situações citadas aqui. Não tivesse presenciado, não teria experiência para escrever. Mas a sensação que tive quando comentaram sobre o fato acima foi: "poxa vida, como eu era um completo idiota em sentir ciúmes nessa situação". Sim, pois se a pessoa tiver qualquer vontade de "burlar a relação" com algum colega, com certeza ela NÃO VAI COMENTAR A RESPEITO DA PESSOA. Seria como cometer um crime e deixar provas cabais.
Normalmente comentamos tudo que ocorre no nosso dia. É um processo natural do cérebro para se livrar de coisas menos importantes. E muitas vezes essa "eliminação de resíduos" acaba sendo mal interpretada pela outra parte. E aí, salve-se quem puder. O mais legal de tudo isso, é que depois que o amigo oculto toma forma, convivendo ou interagindo conosco, percebemos que o que fantasiamos, na maioria das vezes, não condiz com a realidade. De fato é apenas uma pessoa que interage no trabalho, estudo, ou outra atividade tão importante quanto a relação. Mas escrevi "na maioria das vezes" porque infelizmente existem exceções. E aqui o assunto torna-se um pouco delicado.
Essa infeliz desconfiança do mundo moderno, a qual não nos permite mais firmar laços de harmonia com as pessoas é uma porcaria. Não podemos mais vender sem contrato, pois os caloteiros de plantão não perdoam. Não podemos mais sair tranquilos, pois marginais querem nos prejudicar. E quanto o assunto é relacionamento, não podemos mais confiar totalmente, pois alguns - com o perdão da expressão - filhos da puta sempre querem te dar uma bola nas costas. Algo do tipo "Essa gata tem namorado? Se vacilar to pegando!" é o pensamento que predomina na mente da grande maioria. Talvez é por isso que essa desconfiança exista. Não fosse por essa palhaçada que vemos de forma mais descarada a cada dia que passa, quem sabe as pessoas confiariam mais. É uma pena que não é assim. Eu procuro ser, eu faço minha parte. Mas muitas vezes para se gabar por alguns instantes, muitos acabam ignorando algo chamado "respeito". Fatalmente essas pessoas estão fadadas ao fracasso. É triste dizer, mas é a mais pura verdade.
Ufa, nunca achei que uma discussão sobre futebol fossê tão longe!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
O BrikeBao Agora Virou Rede Social
É isso mesmo meus nobres leitores canalhas! Além do blog, vocês agora poderão fazer parte da rede social do brike bão. . Nela vocês poderão interagir com todos os demais canalhas que se divertem e fazem festa junto com todos os brike bão do sul do mundo! Acessem agora mesmo o www.brikebao.com.br
É muita canalhice!!!!!!
terça-feira, 3 de agosto de 2010
A Origem do Apelido Galo
Todos os nobres leitores que já acessaram esse blog algumas vezes, fatalmente, em algum relato, leram em algum momento ou situação onde um canalha foi chamado de "galo", com algumas variações, como "galo master", "galo cinza", "galo véio", e por aí afora...
E não é que nessas andanças da vida um nobre canalha conseguiu descobrir a origem do apelido? Confiram...
A origem do apelido, vêm nesta linda poesia gaúcha, a qual descreve com estilo a personalidade de um ser denominado "o galo":
A Origem do Apelido "Galo"! (original)
Valente galo de rinha,
guasca vestido de penas!
Quando arrastas as chilenas
No tambor de um rinhedeiro,
No teu ímpeto guerreiro
Vejo um gaúcho avançando
Ensangüentado, peleando,
No calor do entreveiro !
by Jayme Caetano Braun.
A Origem do Apelido "Galo"! (interpretação nossa)
Canalha valente por demais
Gaudério que se disfarça de gente boa
Chama a atenção de quem vêm atrás
Provoca boatos de qualquer pessoa
Não desanima derepente
Segue o baile até o dia clarear
Se algo da errado, continua valente
e esquenta o clima sem pestanejar
Como diria o gaúcho: "e tenho dito!".
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Desculpas Esfarrapadas
Lá estou eu em uma manhã muito entediante, tomando meu saboroso Mocaccino (na verdade uma água suja que costumam chamar de café), e após alguns cliques despretensiosos do mouse me deparo com a seguinte notícia no site de notícias G1: "Professora perdoa noivo que sumiu para pescar e remarca casamento" (Matéria na íntegra: Leia aqui). Confesso que ao ficar a par dos fatos, dei umas boas gargalhadas.
Após um pouco de reflexão e de finalizar meu "saboroso" café com bolachinha recheada (isso ainda vai me fazer mal), me surgiu a idéia de escrever a respeito. É impressionante como desculpas esfarrapadas são ditas, e o que é pior, acatadas...
Puxando do fundo do baú, certo dia recebo uma ligação medonha, tamanha a raiva da pessoa do outro lado da linha: "quer me dizer o que é aquele comentário ridículo daquela vagabunda no teu fotolog dizendo que ontem você tava cantando pneu na frente da casa dela?". Nesse momento senti um forte embrulho estomacal, e um imenso vazio no cérebro. Pensei comigo: "ops, fudeu pro meu lado". Dei uma desconversada padrão, afirmei que estava ocupado no trabalho e retornaria em seguida. No mesmo instante liguei para o parceiro meu da noitada e tramamos a desculpa a ser implementada.
Para contextualizar, na noite anterior havíamos saído para tomar umas geladas e dar risada, tudo isso sem o consentimento das então primeiras damas. Nada muito grave. Acontece que de posse de um elevado teor alcóolico, quando estávamos passando em frente a um antigo brike do meu amigo, o mesmo sugeriu: "vamo acordar a jovem". Totalmente emocionado, engatei marcha ré, e ao atingir relativa velocidade, meti primeira e deixei os pneus conversaram um pouco com o asfalto. Não lembro direito, mas a gritaria durou uns 30 segundos (e me custou um jogo de pneus novos). Ao ver que a mesma acordou, meu amigo meteu a cabeça pra fora e começou a série de elogios...". Finalizamos a noite com a saideira, dando muitas risadas do fato. No dia posterior, mais do que bêbado, cheguei no trabalho e recebi a ligação acima. E agora José?
Após ler o comentário (o qual chutou o balde, esmiuçando o ocorrido e denegrindo minha imagem e também do meu parceiro) e ter uam boa conversa com meu amigo, chegamos a uma conclusão: é hora da desculpa esfarrapada. Não lembro direito os argumentos, mas com certeza foram os mais convincentes e inteligentes possíveis. O fato do anonimato no fotolog, somado à mágua pessoal que a moça sentia pela atual namorada do meu amigo amenizaram bastante o bafafa. Todavia, mesmo com o fogo apagado, a pulga permanecia viva atrás da orelha das jovens. Foram longas semanas de "pizão modo reloginho ON" até que se certifica-se que o fato havia sido esquecido (pelo menos parcialmente, saindo da memória principal de assuntos mal resolvidos das meninas).
Engraçado que saia de um entrava em outro. Quando não era comigo, algum amigo se metia na mesma situação. E engraçado que nesse momento o canalha sempre tem uma desculpa na ponta da língua. E elas também não são diferentes. Lembro com muita saudade de um nobre amigo que toda a vez que ia tentar dar desculpa ou proteger alguém, errava o pulo. Um dia estávamos festiando na casa de um canalha e somente ele tinha namorada. Ela ligou e ele negou que estava lá, indo para os fundos (nós estávamos na área tomando pinga no abacaxi). Ela passou lá na frente e não viu ele. Muito feliz, ligou para ela chingando que não tinha acreditado nele, e voltou com nós todo cheio de razão. Em cinco minutos a malandrona voltou e pegou ele no pulo! Houston, we have a problem! Barraco armado! O pior era quando você contava uma história conforme o tratado, e o mesmo caía em contradição: "cara, ontem passei a tarde inteira estudando". E cinco minutos o rapaz disparava (acredito que de forma involuntária): "pia, mas você tomou todas ontem à tarde né?". Não faz isso meu atleta!
E são tantas outras histórias, tantos outros casos de valentia que chega até a me dar saudade. Com base em tudo isso posso afirmar: desculpas esfarrapadas chegam a ser extremamente ridículas, mas o seu nível de aceitação continua muito em alta. Parece que queremos a todo custo acreditar na mentira e fazer ela se tornar uma verdade, a fim de amenizarmos os problemas. Isso é uma situação muito recorrente nos relacionamentos. Cada vez mais a sinceridade vai perdendo valor para a malandragem, a enganação. E são dois pontos distintos que fazem isso ocorrer.
O primeiro é a falta de confiança mútua. Muitas vezes as pessoas gostariam muito de fazer alguma coisa com o consentimento da outra, todavia são reprimidas (de forma mais ou menos intensa). Sendo assim, tendo vontade de fazer algo (tolerável é claro), e sabendo que explanar sobre isso seria como cutucar uma onça com vara curta, acabam fazendo e abstraindo o fato. Não mentem, mas omitem acontecimentos. Devo dizer que isso fatalmente leva uma relação ao fracasso. Tanto pelo lado de quem esconde, tanto quanto pelo lado de quem oprime. Ambos estão errados. E a falta de liberdade se mostra muito maléfica. Como dizem por aí, quando consegue o "alvará de soltura", pinta e borda. Por isso canalhas, se ouvirem algum amigo próximo fazer piadinhas do tipo "tá encoleirado", "tá dominado", "olha a polícia chegando", revejam seus conceitos. Não é hora de deixar a confiança prevalecer? Pois quem quer aprontar, apronta de qualquer forma, fato!
A segunda são os famigerados "laços sentimentais". Você está tão ligado a outra pessoa, que repudia totalmente a idéia de ser enganado. Nesse momento a situação é grave. Você está totalmente vulnerável à vontade alheia. A pessoa avacalha contigo, pisa na bola, mas no fundo sabe que um papinho bem meia boca resolve. Basta dar uma enrolada e falar algumas palavras bonitas que tudo se resolve. E assim os podres vão sendo enterrados, até virarem um imenso aterro sanitário na consciência de ambos. Mas um dia esse lixo todo tem que sair. E quando sai, fede muito! Quando nos deparamos com essa situação, pode ter certeza que não existe mais um relacionamento. Existe uma enorme várzea que separa cada vez mais duas pessoas, próximas apenas graças ao corpo presente. É uma situação extremamente desconfortável, tanto da parte de quem trai, tanto para quem é traído. Não precisa ser uma traição consumada, mas só o fato de não sentir mais nada por outra pessoa é o suficiente para comprometer a relação.
Filosofando um pouco, dizem que inevitavelmente o amor é passageiro. Aquela sensação de completude total ao lado da outra pessoa vai passar. O libido vai diminuir. E o que é pior: após um certo tempo (falam em torno de sete anos, por isso a popular crise dos sete anos no casamento), você vai se apaixonar novamente. Talvez aqui você pense: "jamais, comigo isso não vai acontecer". Mas pode ter certeza que ocorrerá. Só cabe a cada canalha saber como proceder. Entender o momento e perceber que o que importa mesmo é o companheirismo, respeito, etc, ou na primeira oportunidade mandar tudo para o espaço. O que mais vemos hoje em dia é a segunda opção, mais simples o que traz os melhores resultados no curto prazo. Todavia, é um sintoma claro de que o canalha não descobriu o real sentido do amor.
Eu sinceramente espero me enquadrar na primeira situação. Mudei a forma de ver as coisas. Hoje procuro ser o mais realista e sincero possível. Jogo limpo, sem se utilizar das famigeradas desculpas esfarrapadas. Ao que me parece é uma tática que dá certo. Porém, somente da certo se do outro lado do salão existir uma pessoa que também tenha essa linha de pensamento. Se não for assim, provavelmente as coisas podem vir a não dar certo. Mas isso só o destino dirá!
Nota do autor: a cada dia que passa fico mais preocupado com minha forma de escrever. Sabe aquela sensação de "estar viajando demais na maionese? Pois é, será isso um sintoma de loucura? Tomara que não. Mas opinem por favor!
terça-feira, 27 de julho de 2010
Conselhos de Um Mestre Sábio
Pessoal, leiam esta "pequena" parábola abaixo, ela traz muito, mas muito conhecimento para as nossas vidas. Vale a leitura e a profunda reflexão!
Trata-se de como fazer uma mulher muuuuito feliz! Confesso que se eu você postar a respeito seria um post em branco, porque não tem como, por mais que nõs canalhas tentemos! Mas o mestre soube como fazer!
A história começa assim...
No mais alto pico do Tibet vive o mais sábio homem do mundo.
Certa vez um rapaz foi à sua procura e perguntou-lhe:
- Mestre dos mestres! Qual o caminho mais curto e seguro para o coração de uma mulher?
O mestre respondeu-lhe:
- Não há caminho seguro para o coração de uma mulher, filho.
Só trilhas à beira de penhascos e caminhos sem mapas, cheios de pedras e serpentes venenosas...
- Mas, então, mestre... O que devo fazer para conquistar o coração da minha amada?
Então lhe disse o grande guru:
- Fazer uma mulher feliz é fácil.
- Só é necessário ser:
1) Amigo
2) Companheiro
3) Amante
4) Irmão
5) Pai
6) Chefe
7) Educador
8) Cozinheiro
9) Mecânico
10) Encanador
11) Decorador de Interiores
12) Estilista
13) Eletricista
14) Sexólogo
15) Ginecologista
16) Psicólogo
17) Psiquiatra
18) Terapeuta
19) Audaz
20) Simpático
21) Esportista
22) Carinhoso
23) Atento
24) Cavalheiro
25) Inteligente
26) Imaginativo
27) Criativo
28) Doce
29) Forte
30) Compreensivo
31) Tolerante
32) Prudente
33) Ambicioso
34) Capaz
35) Valente
36) Decidido
37) Confiável
38) Respeitador
39) Apaixonado
40) E, de preferência, RICO!!!
- Não cuspa no chão;
- Não coce o saco na frente dela;
- Não arrote alto. Aliás, não arrote;
- Dê flores e muitos.. Muitos presentes;
- Corte e limpe as unhas.. Não coma as unhas;
- Não peide sob o cobertor. Aliás, não peide.
- Levante a tampa do vaso antes de mijar.
- Deixe ela ter ciúme de você, ela pode;
- Use desodorante (que preste);
- Dê descarga depois de sair da privada;
- Não fale palavrão;
- Não seja engraçadinho com os outros;
- Não fale mal da mãe dela. Aliás, ame a mãe dela;
- Não tenha ciúme dela;
- Não demore no banho;
- Não chegue tarde em casa.
- Saia para trabalhar e volte correndo;
- Não beba até tarde com amigos. Aliás, não tenha amigos;
- Não seja pão-duro. Use pelo menos 2 cartões de crédito;
- Não diga que mulher não sabe dirigir;
- Não olhe para outras mulheres... Aliás, não existem outras mulheres;
- Aprenda a cozinhar;
- Diga 'eu te amo' pelo menos 05 vezes por dia;
- Lave a louça;
- Ligue para ela, de qualquer lugar, para avisá-la onde está.
- Deixe ela conversar durante horas ao telefone;
- Não ronque;
- Não seja fanático por futebol;
- Faça a barba todos os dias para não arranhá- la;
- Nunca reclame de nada;
- Repare quando ela cortar o cabelo, mesmo que seja apenas as
Pontinhas, e diga sempre que ficou lindo...
E é muito importante ainda não esquecer as datas do seu: aniversário, noivado, casamento, formatura, menstruação, data do
Primeiro beijo; aniversário da mãe, tia, irmão ou irmã mais querida;
aniversário dos avós, da melhor amiga... E do gato
Infelizmente, o cumprimento de todas estas instruções não garante 100% a felicidade dela, porque poderia sentir-se presa a uma vida de sufocante perfeição e fugir com o primeiro traste 'gozador da vida' que encontre.
- E o mais importante, meu rapaz... Espere... Volte aqui...
- NÃO... NÃO PULE... NÃO SE MATEEEEEEEEEEEEE! !!
COMO FAZER UM HOMEM FELIZ???
É necessário:
1. Sexo;
2. Comida.
3. Cerveja;
4. Futebol.
OBS: Detalhe que até mesmo o mestre afirmou: "se você fazer uma mulher completamente feliz, ela vai se sentir tão sufocada que vai preferir sair com o primeiro traste!" Fato!
quarta-feira, 21 de julho de 2010
O Homem Aranha Canalha
Ao contrário do que possa parecer meus amigos, não, esta não é uma obra de ficção. É mais uma daquelas estórias que quando você ouve, simplesmente você não acredita. O fato que vou relatar aqui, quando fiquei sabendo, me causou a seguinte reação: pânico, medo, angústia... tudo expresso na frase: "cara, tu não fez isso né?". Pois é... de fato, uma longa história.
A noite estava fria na metrópole. Quando eu digo fria, é fria mesmo! O cronograma da noite era simples, até então uma noite mais que tradicional. Jantinha no AP com algumas amigas, na qual estavam presentes eu, o narrador do fato, um entitulado Pilatos (depois explico porque), e ele, o Homem Aranha Canalha (Black Edition). Tudo transcorria na mais pura normalidade. Pilatos, com um dote culinário que devo tirar o chapéu, preparou uma deliciosa macarronada. Mas deliciosa mesmo. Aquela de comer e se lambuzar. A lareira estava acessa, o whisky estava servido, e a janta foi uma bença...
Papo vai, papo vêm, as duas jovens que estavam jantando não estavam se sentindo tão a vontade. Apesar das investidas do super-herói, a recíproca não vinha pela parte das mocinhas da história. Nesse momento eu tive que me ausentar por motivo de força maior. Deixamos esse lapso temporal assim mesmo, praia na sexta a noite com frio é muita canalhice. Como sai, só fiquei sabendo do roteiro do filme depois. Como todo super-herói é muito educado, ele e Pilatos levaram as mocinhas embora sãs e salvas. Mas como um super-herói está sempre tentando fazer o bem para todos, o mesmo propostiou Pilatos a prorrogar a noite em uma badalada casa de shows. Foram até lá para salvar o avião que estava caindo.
Após saírem do avião em segurança, sem pedir bis, constataram que não haviam salvado mais nenhuma mocinha. E nesse momento nosso herói percebeu que a liga do mal o havia atacado. Sutilmente os vilões haviam colocado álcool no seu suco de pêssego, e nosso herói estava um tanto quanto alterado (parecia a mulher-gato, miando de bêbado). Como curar isso? Elementar meu caro Watson, vamos até o AP filar o restante da macarronada. Na hora! Ele e Pilatos migraram para o AP, porem au chegar uma triste constatação: saíram e deixaram a porta aberta, visto que estavam sem a chave mestra da Sala de Justiça, e esperavam encontrar a mesma da forma como estava. Porém, outro super-herói havia chegado na base e, involuntariamente, trancou o acesso principal.
Nesse momento muita tristeza. Nosso herói estava sendo derrotado pelo álcool, assim como a criptonita derruba o Super Homem. Mas num relapso de força, o Homem Aranha aciona seu super poder da negragem de e tem uma visão: "olhe Pilatos, ali nós temos uma Janela, e por essa janela, usando minha super impulsão, posso alcançar a janela do banheiro. Assim entramos e posso finalmente chegar à macarronada perdida. Pilatos deu de ombros: "velho, você faz o que você quiser, mas eu não sou fã dessa idéia, eu não faria isso! Você viu a altura em que estamos? O herói respondeu: "Mas não tem problema, com minha super força e minha teia invisível posso subir ali!". Pilatos sacramentou: "Cara, eu lavo minhas mãos". E também bêbado, sentou nas escadas e ficou esperando pelo pior.
Como todo herói tem seu momento de bravura extrema, lá foi o Homem-Aranha. Subiu na janela, e em um movimento rápido alcançou com as mãos a janela do banheiro. Restava agora usar sua super impulsão para alavancar o corpo janela adentro. Mas será que ele iria conseguir? Não perca as cenas do próximo capítulo (tudo bem, eu odiava quando o seriado acabava no auge da ação, vamos continuar).
Com as mãos na janela do banheiro e as pernas no hall de entrada do AP, o herói sentia o veneno alcoólico dominar o seu corpo. Seus super poderes estavam sendo perdidos. Ele suava friu. Em uma rápida e salvadora olhada pra baixo ele raciocinou pela primeira vez: "ops, sabe que me parece um pouco alto? A queda daqui seria cinematográfica". E finalmente raciocinando "que nem gente branca", fez um movimento único e preciso de rewind, retrocedendo o esqueleto para trás, cancelando o movimento. Felizmente a ação heróica obteve sucesso, e ele voltou para a segurança do piso firme. Pilatos irritado e agradecido pelo pior não ter acontecido, esmurrou a porta de entrada e finalmente a mesma se abriu...
Para facilitar o entendimento, a imagem acima explica melhor a cena do crime (usando o incrível Auto Paint Cad 5d, desenha até o que você não consegue ver). Até que enfim puderam entrar na segurança da base e comer a poção mágica que fez ambos os heróis recuperarem a completude de seus poderes! Não foi dessa vez que a trupe do álcool mal derrubou nossos heróis! Todavia, para fins de registro histórico, o garrancho foi devidamente ilustrado e descrito neste humilde blog: Não foi dessa fez que o Homem Aranha Canalha, a lenda, deu seu jump aranha mortal, ainda bem!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
A Batalha de Leningrado
E né que o frio chegou de sola no garrão do oeste? Frio de fazer minhoca virar espeto! Somada ao frio, uma chuva muito pertinente para o dia se tornar uma várzea total! Será mesmo que por isso a noite está perdida? Jamais nobre canalha! 
Pra quem acha que um friuzinho de zero graus é motivo para sumir do mapa, afugentar-se e hibernar, digo uma coisa: provavelmente ninguém que visita este espaço sabe o que realmente é o frio! Nem eu! Um frio que se preze é como eu vi no filme "Leningrado". Cidade da antiga união soviética que foi sitiada pelo exército alemão. Tanto que nos livros de história destaca-se que um dos fatores da derrocada alemã foi o intenso frio que fazia na região. Lá sim dá pra dizer que é ruim sair de casa à noite! Lá sim pode-se concluir que o que resta é uma Vodca e um fogão à lenha.
Essa ameaça de tempo ruim que nos visitou esse fim de semana nem de longe pode abalar o espírito empreendedor de caçada canalha. O negócio é escolher com cautela a melhor "japona" do guarda-roupas e rumar para o destino. Pode ser um poker na casa dos parceiros, um evento em alguma casa noturna, ou quem sabe até mesmo o bom e velho esquemão de sexta com alguma gata. Esta que provavelmente está na mesma situação que a sua: concorda que o frio é meio chato, que o clima está propício à troca de calores, e que seria uma bença fazer algo diferente, sem se privar do estado civil solteira.
Portanto nobre companheiro, reitero o que escrevi aqui em outras épocas: o fator "frio" não é desculpa para se acanhar! Coloca a camiseta o shorts e a havaiana e "vai tranquilo meu querido"!
terça-feira, 6 de julho de 2010
Efeito Migratório
Conforme escrevi no último post, esse fim de semana nso vimos obrigados a fazer um deslocamento de emergência até uma cidade vizinha de Chapecó, coincidentemente minha terra natal, Caxambu do Sul. Devo confessar que a nostalgia é inevitável quando você chega na terrinha e observa alguns locais que marcaram sua infância. Bons tempos! Mas foi só começar a tomar as primeiras "golejadas" do precioso líquido, que a nostalgia foi dando lugar à canalhice: "nobre colega, vamos ao mati-baile que já estamos atrasados!".
Chegando ao referido evento, tudo estava procedendo dentro da maior naturalidade. Cerveja, amigos, parentes (vários), e muita coisa a ser observada. Quando eu e outro canalha dávamos a primeira "vortiada" no salão, uma nobre jovem veio ao nosso encontro, se abrindo mais que gaita velha (ou melhor, sorrindo). Como não conhecia, meu amigo passou o report: "essa é uma guria que eu ficava e que foi embora pra Curitiba, agora voltou pra cá". Muito bem, informação é tudo nessa vida moderna. Conversa vai, conversa vêm, e o bolinho estava formado. Eu ali, que conhecia meu amigo. Ele bem interessado em apedrejar a moça. A prima dele interessada em ficar com os pia da cidade. Nesse instante meu amigo foi pegar uma cerveja, e logo comecei a trocar uma idéia com a jovem, a qual se mostrou bastante receptiva. Durante esse papo, surge o tema do post...
O começo de prosa foi bem amistoso. Ao mesmo tempo que disse quem eu era, fiquei sabendo que ela era formada em engenharia ambiental e a pouco tinha voltado de Curitiba, onde estudava. Lá conheceu seu atual namorado, que no momento morava em alguma cidade do Paraná que meu firewall de coisas relevantes não me permite lembrar. Nesse começo de conversa ela procurou enfatizar com todas as letras que era independente, e que após sair da casa dos pais no interior, havia conquistado sua autonomia. Tudo bem, se ela disse, um bom canalha jamais contradiz.
Meu amigo voltou, mas continuamos conversando. Analisando os fatos ao nosso redor, foi impossívelnão comentar: "nossa, todo mundo tá olhando pra nós". E isso meu amigo, é fato! Quando você sai de um local e volta depois de um tempo, o "efeito migratório" é inevitável. Como todos naquela roda eram da cidade e acabaram desbravando novos horizontes, ao voltar, inevitavelmente chamaram a atenção. E não é apenas pela beleza (da jovem no caso) ou qualquer outro fator relacionado ao instinto. É pela pura curiosidade. De conterrâneos somos elevados (ou rebaixados, dependendo do ponto de vista) a estranhos no ninho. O porque? Vamos aos fatos!
É bastante simples. Como diria o filósofo, não há nada de permanente, a não ser a mudança. Somos seres que sempre buscam o novo, o algo mais. A partir do momento que você sai e vai descobrindo coisas novas, vai buscando novas experiências, involuntariamente você muda. E quando volta às origens, imperceptivelmente acaba provocando reações adversas àqueles que não tiverem a audácia ou oportunidade de dar um passo adiante. Alguém tem culpa disso? Não! Mas com certeza os pontos de vista de cada um vão ficando cada vez mais divergentes.
De um lado, quem vêm de fora chama a atenção. Sim, os guris pagam pau para a gata que estudava fora. Ao mesmo tempo, as donzelas do interior não conseguem disfarçar o interesse pelo cara diferente que pintou na cidade. E aí que alguns problemas podem ocorrer. Na visão dos guris do interior, somos os "malas playboizinhos da cidade" que estão ali única e exclusivamente para roubar suas namoradas (lembro a muito tempo atrás, a cada festa que íamos, era um projeto de briga, visto que as meninas da cidade eram "propriedade" da gurizada de lá).
Na visão das meninas, aquela jovem é uma pervertida inverterada que destonou dos padrões tradicionais da família e saiu de casa, e agora volta toda "pomposa" para se "fresquear" para os guris. Sim, uma visão até certo ponto extremista, mas que relata bem as percepções que tenho quando vou a estes lugares. Pra resumir, é divertido.
Só sei que quando meu amigo foi deixar a moça em casa, escutei um grito enfurecido vindo de dentro da casa dela: "fulana, você viu que horas são? Entra logo pra dentro de casa que tá tarde!". Subitamente ela se despediu com um ar aflito de quem pensa: "ops, me lasquei". Pensei comigo: "muito bem jovem autônoma e independente!". è isso aí, a pessoa sai do mato, mas o mato não sai da pessoa! Por mais que o efeito migratório ocorra, as raízes permanecem!
quarta-feira, 23 de junho de 2010
A Nova Onda do Momento!
Começo o post de hoje com uma verdade: eu sou um cara colono! Fato! Sim, pois esse fim de semana migrei para o litoral para fazer um monte de coisas, entre elas jogar poker, que bença, e devo confessar que enquanto estava pelas bandas de lá, onde quase nem tem opções para um canalha, não conseguia tirar o pensamento do lado de cá, que os manézinhos teimam em chamar de roça. Tudo bem, se for por isso, sou um colono, e um colono bem informado. 
Justamente por ser um cara informado (ou pelo menos que tenta ser), logo que voltei para a lavoura procurei ligar para outros canalhas para saber das novidades. Fiquei feliz por saber que os mesmos estavam reunidos, pra variar, em algum posto da cidade. Sem nem deixar as malas em casa, me dirigi até o local para trocar uma idéia. Chego no referido local, alguns canalhas reunidos, e percebo o assunto da vez: furação de olho. Aí chegamos ao tema central do post, ou pelo menos, próximo dele...
Pois então... a discussão se dava em torno de uma jovem que foi apunhalada pelas costas por uma grande amiga (se bem que já discuti aqui a questão de relações de amizades superficiais entre mulheres). Na gíria do momento, a amiga "furou o zóio" da outra. Pegando o embalo do assunto, não teve um na roda de canalhas que não destacou uma situação onde teve seu olho furado. Chegou um momento que quase deu pena da gurizada. Era uma história de furação de olho mais triste que a outra. Não teve um na mesa que naão ficou comovido com os fatos.
Acontece que em certo momento da prosa as furações de olho, até então isoladas, começaram a criar vínculos. Fulano havia furado o olho de cicrano, que furou o olho de beltrano com fulana. Fulana por usa vez furou o olho de cicrana, que teve seu olho furado por beltrana, ex namorada de Fulano. A furação de olho foi criando vínculos, que chegou um momento que ninguém mais se entendia, várzea total. Nesse momento da prosa tive que intervir: galera, furação de olho é coisa do passado! A nova onda do momento é a abertura de franquias!
É isso mesmo nobres canalhas, a febre atual é você abrir uma franquia. Nada de furar o olho, furaram meu zóio, usar óculos anti furação, mandar blindar o olho. Trabalhar com o conceito de franquias é muito melhor. Você sai do linguajar chulo e parte para o mundo dos negócios. Isso mesmo meu amigo! Just Business! A lógica de franquias é simples: você abre uma franquia e permite que várias pessoas façam uso de seu produto. Basta para isso pagar alguns royalties. Convenhamos, é muito melhor que trabalhar com o olho furado!
Além disso, franquia também é muito melhor que furação de olho, visto que olhos temos apenas dois. Já o número de franqueados é ilimitado. E quanto mais franqueados, maior a rentabilidade do negócio. Aí você pode tranquilamente sair na balada e cobrar royalties de algum franqueado que você possa vir a encontrar: pode ser uma cerveja, uma dose, um cigarro, enfim, a moeda de troca cada canalha decide. Só deve-se prestar atenção quanto a região de cada franqueado. Um não pode invadir o espaço do outro. É interessante ter um franqueado no baile, um na boate, um no posto, enfim, sempre evitando que um interfira no espaço do outro.
Outro ponto que é importante salientar, é que você também pode assumir várias franquias e se tornar um franqueado de peso. Assim, pode fazer negócios nas mais diversas ocasiões. Só antes de fazer qualquer negócio, certifique-se de que poderá pagar os respectivos royalties, caso contrário, Houston, we have a problem! Perder uma franquia pode lhe trazer prejuízos irreparáveis!
Então meus nobres canalhas, quando ouvir alguém dizer "fura olho", repudie! Diga que olho furado não nos permite enxergar o futuro! A nova onda do momento é a abertura de franquias! Junte-se a nós nessa empreitada comercial! Vamos juntos formar um oligopólio da canalhice!
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Pontos de Vistas Diferentes
Depois de um feriadão muito mais que louco, vamos começar a semana no blog com muita calma. Digamos que ao longo desses preciosos dias conhecemos o pai, a mãe, o tio, avós e demais parentes do GARRANCHO. Cada nobre leitor deste humilde blog, com certeza tem muitas histórias pra contar. Aguardemos!
Mas enfim, olhando essa imagem temos uma justificativa dos posts de formas de se vestir da semana passada...
Com certeza o poder de observação de um canalha, por mais aguçado que seja, não chega nem aos pés do de uma mulher. E quanto mais adentro na intimidade feminina (o loko meu!), mais percebo que isso é fato! Até porque uma mulher pode observar outra, ou outro, sob diversos aspectos.
Sim, pois de acordo com o grau de afinidade que uma jovem tem com a outra, com certeza o ponto de vista pode mudar radicalmente. Presenciei isso e percebi como é algo engraçado. Se em uma relação de amizade as mulheres naturalmente tendem a pré-julgar alguns comportamentos e acessórios de outra, quem dirá quando esta última é sua "adversária", "concorrente" ou chame como preferir. Minha gente, se preparem porque vêm chumbo grosso. Todos os pontos analisados na figura acima são duramente criticados. portanto, por mais que a outra donzela tenha acertado em 95% dos detalhes, os 5% restantes são suficiente para munir a gata com críticas que podem durar horas, quem sabe até uma vida inteira.
Particularmente já presenciei essa situação várias vezes. Só esse fim de semana foram mais de três. Quando se namora então, pior ainda. O cara se obriga a ouvir cada comentário. E com certeza isso ocorre no nosso lado também. Eventualmente você vai ouvir um maguado que não para de falar mal dos outros. Mas digamos que as mulheres ainda se destacam um pouco mais nesse quesito. Eu só digo uma coisa: abstraia cara canalha, abstraia....
Como na segunda ninguém merece escrever (e ler) muita coisa, paramos por aqui. Ao longo da semana belas estórias virão! Boa segunda canalha!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Retaliação aos canalhas
Não é surpresa que a cada post novo no blog apareçam comentários. Quando são comentários no próprio post fico feliz, posi isso prova com números que o blog está ativo. o problema é que a maioria dos comentários sobre os posts se dá ou ao vivo, ou então com alguma guria me retaliando via orkut ou MSN. Confesso que acho isso muito, mais muito legal mesmo. É totalmente produtivo e críticas são sempre bem vindas. Afinal, todos temos pontos de vistas diferentes. E quando a relação é entre os pontos de vista masculinos e femininos, bem, temos um abismo ideológico que nos separa! 
Dito isso devo esclarecer novamente: pessoal, o blog é uma fonte de diversão e comédia. É aquele momento em que você tomada(o) pelo ócio, sem nenhum contato interessante no MSN, após ter visitado todas as páginas possíveis na NET, ter tomado toda a térmica do café, e ter certeza que o chefe não está, resolve acessar o blog. E o pior que geralmente é capaz de dar algumas boas risadas. Ou então meio que ficar nervosa, principalmente no caso das canalhas...
Essa semana uma nobre moça que muito considero (tomara que ela pense o mesmo), me chamou no MSN e disse: odiei aquele post sobre os tipos de mulheres e seus comportamentos. De antemão deixo claro que este post nada mais é que um daqueles emails que rondam sua caixa de entrada a anos, e só postei porque estava com muita, mas muita preguiça de escrever. Jamais posto alguma coisa pensando em ofender. Tudo que quero e fazer quem lê, no máximo ficar dando risada sozinho tipo bobo na frente do monitor. Nada mais que isso. E é claro, nada escrito aqui é uma verdade universal, apenas um ponto de vista bem humorado de um ou vários canalhas.
Sobre o post especificamente, com certeza é algo que exagera. É tipo aquele email que faz várias comparações entre homem e viado, como por exemplo:
- Macho: Sabão de soda
- Homem: Sabonete e qualquer shampoo, senão lava o cabelo com sabonete mesmo
- Viado: Sabonete Líquido e Shampoo anticaspa
- Bichaa louca: 2 condicionadores e banho de sais
Não sou Viado nem bicha louca, mas com certeza uso shampoo anticaspa e condicionador. È a mesma coisa com o que foi postado. É lógico que uma mulher que se porta bem bebe cerveja, e várias outras coisas que no post se enquadram em "mulher vulgar". Esse extremo é justamente para deixar as palavras engraçadas, nada mais. Justamente por você se identificar com algumas coisas é que você ri...
Mas enfim, só escrevi esse post para, mais uma vez, deixar claro que o blog é apenas um epaço bem humorado que conta passagens canalhas. Se você vivenciou o que escrevo aqui, ou passou por algo parecido, que bença! Aproveitemos bem essa fase porque ela passa muito, mas muito rápido! E querem saber de uma coisa? Mulher tem mesmo que beber cerveja, dar risada e ser parceira! Isso sim deixa um canalha feliz! Mulher fina e entojada é um porre! Ou melhor, eu gosto de porre, é um tédio total!
OBS: Bah, será que rola aquela cerveja no posto ainda? :D
terça-feira, 25 de maio de 2010
Como Uma Mulher Não Deve se Vestir
OK, OK, OK Sílvio! Sei que escrever um post nesse sentido é pura queimação. Afinal de contas ninguém gosta muito de ouvir algumas verdades. Ou pior ainda, muitas verdades. Mas vão por mim minhas caras canalhas, é para o mais puro bem de vocês que escrevo as próximas linhas. Seria interessante que um bom e velho canalha opinasse, para que vocês percebam que não é preconceito da minha parte: como algumas "vestimentas" podem tirar toda (ou quase toda) a beleza de uma jovem. Assim como vocês não curtem muito um piazon mal vestido, nós também temos algumas ressalvas. Várias na verdade! Isso é fato! 
Leia mais e confira comigo no replay... :D
As vezes a gente ouve da guria: "nossa, eu não sei com que roupa vou sair hoje", ou então: "ai, eu não tenho roupa". Me passa um filme pela cabeça. Aquele guarda-roupas entulhado de coleções outono-inverno, primavera-verão, com o qual daria para vestir umas vinte e duas meninas. E se ela tem tanta roupa, porque as vezes se veste tão mal? Entendi... o fato de afirmar que "não tem nenhuma roupa" acaba atraindo energias negativas, o que resulta na pior escolha possível do traje em questão. De antemão, sugiro para as meninas a campanha: "Sim, eu tenho roupas e vou escolher a melhor". Assim o universo conspirará a seu favor nobre canalha! Positive Vibrations!
Talvez os nobres canalhas discordem de mim. Mas afirmo que é muito triste olhar pra gata e perceber que ela errou no modelito. Pode ser sua namorada, seu esquema, sua paquera, etc. Inclusive pode ser até uma pretendente a brike. Aliás, imaginem a cena: você olha pra guria, acha uma gata, pensa em chegar e... puts, que roupinha mais jaguara hein? Tudo bem, o bom e velho canalha peita igual, mas com certeza a gata já saiu perdendo pontos.
Lembro aqui uma vez que estava um um matinê em Don José, interior de Caxambu. Sim, é interior, mas imaginem o primeiro matinê da região após a Quaresma... evento com sucesso garantido! Enfim, olhei aquela guria... cabelos lisos, olhos claros, um rosto perfeito. O corpo muito bem definido, o coração do pia saltitante ao perceber que ela me olhava, que bença! Fiz o approuch, e quando abaixei a cabeça para escutar o que ela me dizia, involuntariamente meus olhos se dirigiram para os pés da menina. God do Sky! Não deveria ter olhado. A moça errou feio no tenisinho! Sabe aquele tênis com sede? Com a língua toda pra fora? Aquele "cadauço" que parecia estar enforcando os pés? Aquela marquinha de barro na ponta? Pois é, triste, mas verídico. É lógico que abstrai a questão do tênis e cai aos pés da gata, sem trocadilhos. Mas foi até bom, não fosse o tênis da moça quem sabe a paixão tinha brotado no coração do pia, e eu jamais estaria escrevendo essas linhas...
Mas sem perder o foco do post, que já foi perdido a muito tempo, voltemos a questão das roupas femininas. Como estava falando de pés, nada melhor que começar por eles. Olhar para os pés da gata e ver que ela acertou no calçado é uam bença! (talvez seja trauma desse nobre canalha). A regra geral é: ou um tênis feminino, o mais feminino possível, ou então alguma coisa com salto. Sim, vocês vão dizer que salto cansa, dói o pé, e blá, blá, blá. Mas simplesmente deixa a mulher, digamos assim, mulher. Fora disso temos algumas exceções, tipo uma rasteirinha bem escolhida, ou quem sabe até alguma outra espécie. Agora um momento tenso do post! Meninas, abominem "pulo do gato" e demais categorias de botas "Frankstein Style". É simplesmente ridículo! Deixa a mulher com cara de, digamos assim, tudo menos mulher. Isso deveria ser um meio de transporte, afinal, vem até com o emplacamento pago (vai dizer que você nunca notou aquela "discreta" plaquinha de metal). Nossa, um garrancho por completo!
Sem fugir dos pés, tem também algumas outras coisas que não acho muito grande coisa. Lembro aqui daquelas botas que chamo de "Botinhas de Lenhador". Tudo bem que vocês usam isso em dia de chuva, porque é confortável, e mais "N" desculpas. Mas convenhamos, são muito feinhas. Sim, pois simplesmente tiram o prumo do corpo feminino. A impressão que fica é que a mulher perde a forma. Definitivamente não cai bem, mas enfim...
Pra resumir a questão dos pés, digo uma coisa: salto. Meninas, usem salto. Pode ser em uma bota, sapato, escarpin (acho que é isso), sandália, ou qualquer outra coisa. Salto deixa vocês simplesmente gatas. Aquela sensação de ver vocês subindo no salto, ou então APENAS de salto, não tem preço! Aqui vários canalhas imaginaram a cena... fato!
Continuando a moda, uma coisa que devo admitir é que as mulheres escolhem bem o que vai nas pernas. A calça jeans em 99% dos casos cae bem em vocês. Saia é uma bença. Essa nova mania, de calção curto com uma meia-calça por baixo foi aprovada. Enfim, essa é uma parte fácil de agradar os homens, pois quando assunto são pernas, sempre estamos no meio, sem malícia.
Subindo até o tórax, eu confesso que sou fã de uma pequena parte da barriguinha a mostra. Percebam que eu escrevi no diminutivo. Ver parte da barriga da gata é simplesmente show. Se o seu caso não é no diminutivo, bem, que pena. A regra geral é não abusar na quantia de roupas. Algumas combinações muito loucas, confesso que não ficam bem. Escolha bem uma blusinha, e quem sabe um casaco caso for um pouco frio. Aqueles dezoito pedaços de pano adornados no corpo as vezes confundem a cabeça de um homem. Opte sempre pela simplicidade...
Indo ao rosto, aqui devo dar os parabéns para as meninas. Aqueles anos de infância e pré-adolescência treinando como se maquear com certeza deram frutos. Fico cada vez mais impressionado com o grau avançado de técnicas de maqueagem que as meninas aplicam. E geralmente acertam! Eu que o diga quando falei para uma gata em um baile: "nossa, você com certeza não tem mais de 22 anos!". Depois descobri que eram 35... Eis a mágica da chapeação!
Mas querem saber de uma coisa, vou parar por aqui! Porque acabei de lembrar que mulher não se arruma para o homem, mas sim para impressionar e causar inveja a outras mulheres. Bom, feliz daquela que pensa ao contrário, fato!
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Mulheres Bem Resolvidas! Será?
Vou relatar aqui, uma história que me veio à cabeça esse final de semana, esse fato ocorreu já há uns 06 meses quando ainda morava em Sampa. Mas este final se semana vi um amigo passar por uma situação muito semelhante, que me relembrou deste sucedido...
Há mulheres que batem no peito e falam cheias de orgulho “Sou bem resolvida, ham!” e mal sabem que aos olhos dos homens não é bem por isso que elas passam, pedantes e são os alvos mais fáceis dos caras que querem uma pegada e na seqüência um sumiço. Nesse relato fui vítima de uma bem resolvida e tive que agir feito uma garota difícil para escapar da cilada que me meti Bino...veja os fatos....
Bom, tudo começou no sábado a noite em Campinas. Eu estava bem tranqüilo, não queria ir pra balada, mas também não queria ficar em casa e ser vítima das piadas de salão do Zorra Total ou então de convites do meu colega (que morava comigo) para ficar vendo seus e-mail`s com mensagens de putaria que ela recebeu na semana. Foi então que um amigo apareceu no MSN e sugeriu que déssemos uma voltinha para tomar umas cervejas, jogar conversa fora e ver o que o sábado revelaria para nós.
Estávamos dando uma volta pela cidade, quando meu amigo sugeriu que buscássemos um amigo dele para se juntar a gente. Pegamos o cara e depois de alguns quarteirões o sinal fechou e do meu lado parou um Golf branco com uma loira que parecia ser interessante dentro. Por instinto eu virei a cabeça para o lado (para o lado da garota, claro) e soltei um beijinho. Ela ficou cheia de gracejos e abriu o vidro do carona. Ao descer o vidro, vi que de interessante ela não tinha nada.
Ela perguntou onde que nós estávamos indo e eu disse que até um postinho para tomar umas cervejas (típico programa que nenhuma mulher toparia fazer com um desconhecido). Para despistar, eu falei para ela passar o telefone dela que eu ligaria mais tarde, assim me livraria daquele inferno. Aqui apareceu o primeiro indício de bem resolvice.
A garota falou que não passaria o telefone dela, pois disse que eu não ligaria. Tive que dar risada de tamanha audácia e na seqüência ela me intimou para que eu desse o meu para ela. Muito mongol, eu passei meu telefone certo e acabei pagando o preço por isso.
Já no postinho, eu e meus amigos vivenciamos algumas cenas estranhas. Primeiro só tinha pirralha no lugar. Porém, o mais curioso era o circo que se formava ali. Posso parecer um velho com essa mentalidade, mas se o tamanho da roupa das mulheres for diminuindo como está, ao passar das décadas, lá em 2020 vai ter mulher indo só de tapa-sexo pra balada. Enfim, depois de uns 10 minutos a loira do Golf ligou no meu cel.
Ela veio com um papinho que ia dar uma passada no posto (é uma cilada Bino),eu fiquei meio desesperado, disse que ia ver, que estava complicado e tal, mas que eu retornaria pra ela. Desliguei. 5 minutos depois chegou um Golf no estacionamento do posto. Desespero [2]. Já estávamos dispostos a sair correndo caso elas aparecessem. Só que ninguém saiu do carro. Meu telefone tocou. Desespero [3]. Por motivos óbvios não atendi.
Foram mais 4 ligações e todas não atendidas. Saímos do posto de fininho, mas por sorte o Golf não era o da garota. Decidimos colar em uma baladinha mais tranquila da cidade, mas ela era tão tranquila que nem cartão aceitava e como não tínhamos dinheiro em cash na carteira, abortamos a missão. Fomos para um barzinho.
Cerveja vai, cerveja vem e qual foi a pedida da noite? “Ah, canalha. A garota não é tão feia assim e a amiga pode ser mó gatona, dá um toque nelas”. Resolvi ouvir meus amigos e ligar pra garota. Desespero [4].
A garota além de ser um tribufu, era amiga da Fiona. Elas acabaram sentando na nossa mesa. O papo estava chatíssimo e a amiga Fiona nem agradável era. Ficou com cara de bunda a noite inteira. A loira deu umas investidas em mim, mas fiz questão de falar pra ela que estava com a minha ex no postinho e que ainda não estava muito bem, por isso não queria sair com outras garotas. Eu estava incomodadíssimo por fazer um papel de mulherzinha que queria sumir dali.
Um dos nossos amigos ainda insistiu para que apostássemos a ficha ali, pois geralmente essas bem resolvidas não querem compromisso. Mas minha fase boca de porco passou e o desgaste de ficar com alguém insuportável do lado é algo terrível. Me despedi das duas e ainda tive que virar o rosto para não tomar um selinho da jabiraca.
Bom, cheguei em casa e o que aconteceu? Tcharam…SMS no meu celular, claro! A garota elogiou minha consideração pela ex, mas que poderia me fazer esquecer dela se eu permitisse.
Qual será o objetivo dessas garotas “bem resolvidas” ? Mostrar que podem desempenhar o papel do homem e ser mais foda por isso? Imaginem que maravilha seria a garota ligar para o cara na madrugada de sexta e falar pra ele “vamos sair?”, na sequência ela embica o carro em um drive-in, fica com o cara, paga a conta, o deixa em casa e some no dia seguinte. Seria uma maravilha, não?
(Sei que alguns vão falar ainda “se ela fosse bonita você não pensaria assim)
Acreditem....pensaria....
Ah para porra, o dia que eu fizer papel de mulher para conquistar uma garota, vou mudar de lado, não vai ter graça.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Como um Canalha deve se Vestir
Pra começo de história quero deixar bem claro: eu não sou viado! Sim, porque é natural que um canalha pense que falar sobre qualquer coisa diferente de carros, mulher e cerveja é coisa de baitola. Falar de moda então, praticamente a encarnação do Dicésar. Mas enfim, o fato é que para conseguir chegar aos fins, entender dos meios se faz necessário. Ou seja, se no final da caçada noturna você quer sair acompanhando caro canalha, no mínimo saiba estar um pouco "na moda".
Afinal, já dizia aquela letra do Teodoro e Sampaio, grandes cantores canalhas: "eu sou feio mas tô na moda, no meu taco eu acredito, to comendo que nem soda, o sucesso me deixou bonito"...
Já que o papo é meio rosca mesmo, vamo se afundar. Eu sou um canalha que tem conselheiras de moda. Sim, é isso mesmo meus amigos, tenho conselheiras de moda. Mas como todo bom canalha, aprendo isso da pior maneira possível. Minhas conselheiras são algumas colegas de trabalho. Por eu ser um amor de pessoa, e falar com toda a sinceridade das coisas que não gosto que uma mulher use (fica para outro post), elas dão o troco na mesma moeda: "ai Zeh, sapato com meia branca não dá né?" (elas não sabiam da parte que acordei bêbado e peguei a primeira coisa que vi na frente porque estava atrasado após o sono vespertino). E dai pra pior! É amigo, o verdadeiro canalha não tem consultoras de moda, tem conselheiras sem coração! Que bença!
Mas voltando ao tema, todo bom e velho canalha deve saber se vestir razoavelmente bem. Uma das (poucas, heheh) vantagens de namorar é que a jovem vai te dando dicas. E o cara meio que vai se tocando, e se ligando nessas coisas de metrossexual - um aboiolado disfarçado. O cara se toca que o "corte de cabelo surfista" que o cabeleireiro do bairro fazia não é tão bonito. A camiseta laranjada GG não combina muito com um calção de skatista xadrez. O tênis verde limão fica meio que dostonado do boné cor de rosa com amarelo. Enfim, o canalha passa a se tocar de como pelo menos dar uma tapiada no conjunto.
O fato é que o cara deve estar na moda. Pelo menos um pouquinho. Devo admitir que esporadicamente, mas muito esporadicamente, dou uma olha em alguns blogs de moda masculina. Mas é só uma passadota bem rápida. è como diz a mãe: moda é que nem elástico, ela vai e volta, vai e volta. E digo uma coisa pra vocês: "isso é fato!". Cheguei a ouvir de algum amigo que o tal do cotelê tá na moda. É o fim dos tempos mesmo. Mas vamos falar de cada parte do conjundo especificamente.
Na vestimenta do tórax, procure usar uma camisa que cubra o tórax. Ela não deve deixar a barriga de ceva a mostra (baby look bombadinho style) e nem cobrir a bunda do cidadão. Sim, porque mulheres também gostam de apreciar essa parte do corpo do canalha. Se pro acaso o frio estiver mais acentuado, manda ver num casaco, mas sempre mantendo uma certa descrição. Nada de camiseta amarela com uma jaqueta azul. Na dúvida, mantenha o preto no branco, com algumas variações. Mas será mesmo que jaquetinha de cotelê tá na moda?
Nos membros inferiores, o jeans nunca fez mal. Só temos que ter um leve cuidado com o estilo. A dica geral é optar por calças mais básicas, que não comprometam. A variação maior fica para a parte de baixo. Se a moda é barra estreita, opte por essa. Se for mais larga, tudo bem. Se daqui uns dias voltar a bizarrice da "boca de sino", bem, ai é só achar uma ponte e pular. Prometi que nunca mais ia olhar aquela foto dos meus tios em um baile, usando tamanco e calça boca de sino. Tragédia! Outra coisa meio que "talvez agrade, talvez não" é o jeans meio surrado, ou então todo rasgado. Não é unânimidade, portanto, não arrisque (vai que a donzela não entenda que você quer ser "fashion" e você passe por barracheiro que sai com as calças do "silviço").
Finalmente falando um pouco dos "guides" (deve ser alguma marca de tênis antigo). Se você está saindo mais "descolado", tudo bem um tênis style. Se está um pouco mais formal, um sapatênis é uma boa pedida. Mas por favor né, saiba escolher bem o tal do sapatênis. Tem uns que representam a fina flor da grossura. Enquanto outros parecem o bhom e velho kichute. Se for mais formal, manda ver em um bom sapato. Eu já aprendi: tênis com meias brancas, sapatos com meias pretas. Jamais inverta essa combinação.
>
Finalizando, os acessórios. De aceitação em massa temos bons relógios e óculos. No mais, tudo é relativo. Um cordão de ouro ou uma pulseria de prata podem ser vistas como "lá vem o dono da banca" ou então "olha o pagodeiro aí gente". Evitar abusos é a dica mestra! Aí é só juntar as partes e pronto, você dá um passo a mais na canalhice. Devo relatar que certa vez (diferente da primeira), acordei bêbado e atrasado para o estágio. Vesti uma camiseta verde, um calção jeans resgado, um sapato marrom e meias brancas. O perfume era o odor de cachaça. O acessório era um boné preto com azul da "Maresia". Ao chegar no laboratório tive aquela sensação: "opa, estão me olhando". Pena que era pra rir da minha cara. Ainda bem que hoje continuam me olhando, mas por outro motivo (eu acho pelo menos).
Enfim, devo confessar que ter mudado a forma de me vestir me rendeu bons frutos. O bom canalha com certeza dá valor e esse tipo de assunto. É claro, conforme seu grau de conhecimento, você começa a acertar nos perfumes, relógios, óculos, vestimentas, e, evidentemente, começa a acertar os brikes! Que bença!
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Histórias de Cockpit
Antes de mais nada, contextualizando para nossas amadas leitoras (e também para os homens meio aboiolados que visitam boates gays), cockpit é aquela parte do interior do carro, também conhecida como direção, boleia, interior do carro. Dito isso, esse post é justamente sobre todas as coisas que acontecem nesse espaço inicialmente destinado para transportar pessoas, mas que eventualmente acaba servido para outras atividades, digamos assim, alternativas. Lendo essas poucas linhas você com certeza já deve ter lembrado de pelo menos uma história, afinal, quem aqui amigo nunca deu uns pega no banco do auto?
Pra quem respondeu; "jamais fiz isso", obrigado por visitar o blog. Para os outros, sejam bem vindos aos "causos de cockpit" meus canalhas...
O fato é que as mulheres vivem perguntando: "Oh God do Sky, porque será que os homens só pensam em carros?". Meninas, vocês não tem noção de quanto essa pergunta nos ofende, magoa o mais rude dos corações canalhas. Aquela cena do cheque sendo assinado, do financiamento sendo aprovado, ou mesmo do dinheiro caindo nas mão do garagista, não tem preço. Mesmo sabendo que o desgraçado possivelmente tá te passando a perna, o auto novo fala bem mais alto, sem trocadilhos. É a materialização de muitos papos entre amigos da rodinhas de bicicletas. Dali em diante, "é nóis mano", já diria um corintiano de chevette 76 "novo".
Finalmente chegou a sua vez de contar as mesmas histórias que os mais velhos contavam, se gabando de boca rasgada. As noitadas, os jumps para o banco traseiro, a reclinagem do banco do caroneiro, enfim, todas as manobras possíveis (e impossíveis) que eles contaram que fizeram, você vai querer fazer. E acredite, pode ser um fusca, uma camionete gabine dupla, ou quem sabe até mesmo uma biz... você vai querer plagiar, sempre com algum extra. Minhas nobres garotas, jamais tentem tirar do homem a visão de que o carro é seu troféu. Por mais que não seja uma conquista propriamente dita, acreditem, nos leva a muitas.
Agora, com dois parágrafos de leitura, provavelmente você lembrou de uma loucura que aconteceu em algum cockpit da vida. Isso é fato! Eu mesmo, enquanto tentava transcrever em palavras algumas lembranças (a lá Chico Xavier), puxei pra parte principal do cérebro algumas passagens até então esquecidas. Bem, esquecidas é uma palavra que jamais usarei, talvez "deixadas de lado temporariamente" seja melhor. Mas a cada lembrança, um belo sorriso me vem ao rosto. Bah, aquela cena antológica de eu e um grande parceiro tentando tirar um chevette da sarjeta depois de dois litros de velho parceiro. Ou então aquele cavalo de pau mal sucedido no interior de Don José. Ou pior, escutar um parente comentando que levou a tia no alto de um morro em Caxambu com seu 147 azul, mostrando a cidade iluminada (não mais que 50 luzes), dizendo que tudo aquilo poderia ser dela se ela ficasse com ele (extreme love detectado, essa foi forte). Nossa, o HD mental não para de me enviar fatos... melhor continuar com o meu raciocínio.
O fato é que o cockpit é um lugar extremamente interessante. É bom deixar bem claro que interessante não tem nada a ver com confortável. Você está ali, pra cima e pra baixo, voltinhas e voltinhas com seu esquema quando pá... algo inusitado acontece. Na verdade você queria que isso tivesse acontecido a tempo. Um dos dois resolve sugerir um pit stop. Na verdade ambos queriam isso, só faltou a iniciativa. Seria interessante sugerir as montadoras uma espécie de taxímetro: quando sai de esqueminha, após X quilômetros colocar uma música romântica e uma voz: "Hora de parar não acham?". Seria no mínimo hilário.
Parada feita, hora do bom canalha assumir o papel. Uma boa conversa, boas risadas, de preferência uma bebida a tira colo. Enfim, algo totalmente legal de ser feito. Esse momento, comparando com um casal de longa data (guardadas as devidas proporções), é como preparar um jantar a luz de velas e preparar o clima de romance para o casal. Percebam que solteiro é tudo bem mais simples e prático, que bença. Mas enfim, a questão é que de fato, o clima rola. Só mesmo se o cara for um extremo rosca ou então um troglodita dos mais bruscos, pra furar essa tática. Um bom canalha deixa as coisas fluírem naturalmente... mas... fluírem para onde? Eis um problema crucial!
O clima esquentou e chegou no nível ideal. Você está com seu auto estacionado em algum lugar rezoavelmente público. Você precisa dar o próximo passo. Imagino que a donzela também esteja esperando o algo mais. E muitas, muitas perguntas vão se formando na mente canalha. A primeira delas é se o ambiente externo ajuda. Digamos que um guardinha de estacionamento com uma arma em punho meio que atrapalharia. A segunda é se devemos interromper o clima e migrar a viatura para outro lugar. Outra é se a situação financeira nos permite abandonar o cockpit para algo melhor, ou quem sabe até pior. Também tem o fator "será que a gata vai curtir esse pequeno intervalo comercial"? E no meio de tantas perguntas, uma constatação: "humm, sabe que o cockpit do auto é bem espaçoso?".
Sim, o cockpit é um bom local. Deixa de ser quando você escuta algo como: "ai, será que não vai vir ninguém?", ou pior: "quer ajuda pra pagar outro lugar?". È, com certeza parece ficção, mas acontece. Pra não errar na pedida, escolha um local estratégico. Nem tão movimentado, nem deserto. Nem tão claro, mas também diferente de breu total. Todo bom canalha tem seus atalhos. Se não tiver, está perdendo seu tempo. O cockpit pode ser mais que uma bença! Ainda mais quando lhe permite fazer a jovem ver estrelas... sem malícia gente!
Gostaria que as canalhas que visitam esse humilde blog comentassem a respeito. E que os canalhas também. Afinal, belas histórias aconteceram nesse espaço rodeado de vidros e metal (quando um dos vidros é no teto então, nem se fala). Resta que eu escreva outros posts comentando situações divertidas/legais/românticas/estranhas/perigosas que eu e outros canalhas já vivenciamos no bom e velho cockpit. Puts, acabei de lembrar de uma antológica! Mas bem, essa não dá pra relatar no post, ou será que dá? Vou pensar melhor a respeito!
Boa semana canalhada!!!!!!
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Balaço na Floresta
Já adianto que esse post vai ser escrito de uma maneira inédita. Trabalharei com flashbacks, flashforwards e similares (pra quem gosta de LOST, é aquela paradinha de contar o fim, depois o começo,depois o meio da história, tudo junto reunido sem ordem aparente).Enfim, não por querer inovar, mas por não lembrar exatamente a ordem com que as coisas ocorreram. Mas uma coisa eu digo: foi pau na gaita a noitada de sábado...
PS: Sim, essa imagem tem duplo, triplo, "N"plo sentido...
Oito e trinta da matina de domingo... não, eu não estava acordando pra preparar o churrasco em família. Eu estava adentrando em casa cambaleando de bêbado. Como de costume, o pai assistia TV e a mãe preparava o mate. Como que parecendo transparente,migrei rumo ao quarto. Mas como sou bem visível (as meninas que o digam...hehe), tive que ouvir a popular retórica do “você não cria juízo”. Dica: não participe da discussão, apenas ouça e capote, é bem melhor.
Oito e trinta da noite de sábado... sim, eu estava no MSN caçando ingresso para a festa da noite. Não era na Amazônia, e sim na Amazon.Mas ambas lembram muito floresta, interior, barro, etc. Como a logística da piazada não falha, quase todos obteram seus ingressos. Cinco horas depois, na entrada da bodega, dois canalhas sem ingresso ouviram do porteiro: ingresso na hora 100 reais senhor. “La pregunta?”. Cem mangos pra entrar nesse “galpão de fumo?”. Aqui foi o ápice da ironia: Amazon + Drogas + Cadeia Neles + Campanha balada limpa da nisso. Bom, tem coisas que só em Chapecó mesmo. Nada como um cigarro fumado com calma na frente do porteiro recitando a lei estudantil para obter o tal ingresso por metade do valor. Ainda caro, mas pelo menos obtido de forma desaforada. Isso é igual a lucro (pelo menos em Chapecó a galera pensa assim).
Quatro e lá vai pedrada da manhã. Meu amigo vira pra mim e diz: “derrama aqui palhaço, derrama se é homem”. Respondi: “Tem certeza pia?”. E ele no auge da empolgação: “Meta, meta”. Tudo bem, despejei uns 100 ml de smirnoff puro “guela abaixo do rapaz” (nossa, nunca tinha percebido como a palavra “guela” é feia). Legal que cinco minutos depois o pia tava no meio do mato chamando seu grande amigo, o Hugo. É culega, “se não agüenta bebe leite”, afirmou o outro canalha que, pouco tempo depois, estava sentado no meio fio em frente de casa chamando o mesmo Hugo. Bom, nessas horas eu lembro que estava bem, muito bem por sinal. Esclarecendo, alcoolicamente falando eu estava pra lá de Bagdá, próximo a Beiruts. Mas de outras coisas, posso dizer que estava so much good.
Meia noite. Essa é a hora dos canalhas. Antigamente era o ápice do mati-baile. Era a hora que nossos ascendentes partiam pra cima das donzelas. Atualmente, na atual conjuntura canalha, é a hora que a piazada está no posto, calibrando, dando risada, contando mentiras e vivendo o lado bom da vida. Essa é a hora que começamos a pensar: “de onde vim, para onde vou?”. Ao contrário desse paradoxo existencial, um canalha tem as respostas: “meu filho, você veio da tua casa e vai para a festa". Será que o posto então responde esse dilema do ser humano? Por isso que sempre digo, eu sou um “filósofo canalha”.
Sete da manhã. Nosso amigo mordomo insistia em gritar: “eu não saio dessa bodega sem ver o sol nascer. Detalhe é que o clima estava totalmente nublado,chuvoso. Como que por uma bença, 2 minutos de claridade mais acentuada contentaram o pia. Hora de ir embora. Cadê meu suco? Mas senhor, acabaram as laranjas...hehehehehe. Nesse momento tenho algumas lembranças. Nem seria de comentar, mas vendo as meninas que alguns amigos meus estavam nos seus carros, bem, definitivamente não vou comentar. Vou sim. Meu Zizuis, que filhotinhos de cruz credo. Por isso que eu digo: o efeito chapeação é surpreendente. Mas enfim, nada que não seja superado. A piazada é valente, não se amedronta nem com assombração, quem dirá com uma menina, digamos assim, nem tão bem apessoada. Pra fechar a conta, nada como ver a cara de feliz do canalha saindo de carona em um auto com quatro outras donzelas. Juntando não dava uma, mas enfim...
Bom, meu cérebro chegou a cansar pra lembrar desses fatos. Muitos outros ocorreram, com toda a certeza. Mas como tudo isso começou mesmo? Lembrei...hehehehhe! A boa e velha Perestroika, trincando de gelada no freezer. Mas o efeito amnésia só foi tão forte porque ela chamou sua camanga: 5 amigas smirnoff, uma amiga Absolut, e os chefões, um par de red labels, “naipadinhos” (kkkkk poker face). Coitado do “figo”, apanhou que nem cavalo emprestado...
quinta-feira, 13 de maio de 2010
A Importância da Lógística
Com certeza você já deve ter ouvido falar na palavra logística. Termo recorrente em discussões de empresas, eventos, e toda aula de administração. Mas já parou para pensar como ela é importante na vida de um canalha? Pode ter certeza que ela está mais presente na canalhice do que você possa imaginar. Não entendeu? Vamos aos fatos...
Lá estava eu pronto para ir para a faculdade. Banho tomado, barriga cheia, materiais prontos. O último passo era tirar o auto da garagem e migrar. Além disso, o cronograma da noite estava perfeitamente traçado. Sair da faculdade, passar pegar uma canalha e ir até uma festa na qual minha presença era aguardada. A noite prometia. O fato é que ao engatar a marcha ré da patrola, percebi que alguma coisa não estava bem. O carro insistia em andar devagarote. A direção estava pesada. Poxa vida, o que será que aconteceu? "Apeiei" da viatura e fiz o checkup básico. Para minha surpresa, um dos pneus estava completamente vazio (ou "murcho", como dizem os borracheiros). Sem desanimar, migrei lentamente até o posto para calibrar. Que fraude! A bombinha assoprava, assoprava, e nada do bicho véio se erguer (sem malícia meninas). Resultado: inserir o carro na garagem e ir para a faculdade de motinha. Sem falar no atraso!
Devido a esse fato meus planos mudaram. Já não poderia mais pegar a jovem depois da aula. A festa estava comprometida. O queixo iria bate mais forte devido ao frio. E pra piorar, ia pra faculdade com as melenas despenteadas (que viadagem isso, agora já escrevi). Enfim, devido a uma falha nos transportes, todo o processo de gerenciamento da canalhice teve que ser revisto. É nesse ponto que percebemos como a logística afeta o cotidiano canalha. Um simples erro de pla-ne-ja-men-to (como diria o Meira), ou então um fator inesperado, pode comprometer toda a agenda.
Se olharmos para a imagem com carinho (uiii), podemos perceber que o círculo vicioso logístico é bem claro. Você deve planejar suas ações canalhas de forma fria e calculista. Obrigatoriamente irá precisar de matéria-prima, seja ela alcoólica (como no caso da raiska) ou não (o bom e velho trident). Será necessário que você também faça um bom atendimento ao cliente (ou melhor dizendo, trate bem as jovens). Se todo o processo for bem executado, é bem provável que sua produção cresça consideravelmente. E melhor ainda, gera distribuição. Sim, pois com certeza seu processo logístico renderá elogios por aí. Aí meus amigos, é só esperar o lucro.
Dessa forma reitero como a logística é importante. Desde o processo de recrutamento da equipe (dez horas no posto galera), a aquisição dos recursos líquidos (cachaça e afins), o levantamento de requisitos (para onde vamos), a distribuição da carga (quem vai de carona), e a execução (a festa propriamente dita), dependem de um processo logístico preciso e rigoroso. Mas o que mais vemos na noitada são situações que mostram claramente falhas no processo:
* Liga pro atrasadinho: "Velho, tá todo mundo te esperando, tá aonde?". E percebe que o FDP do outro lado da linha fala em tom sereno, suave: "To ocupado cara, vo demora mais um pouquinho". Provavelmente fazendo um "outsourcing" de última hora;
* Combina certinho: "Meninas, uma e meia passamos ai pegar vocês pra andar de jet". E temos que esperar as donzelas até quase três horas;
* Antes de ir pra alguma festa: "Galera, vamos com um carro só, não muda nada". E o mais otimista: "Não senhor, eu vou de carro, vai que eu pegue um brike" (como quem diz: meu carro, minha vida). Aqui abro um parênteses: parece que quando você sai de carona as coisas acontecem. Daria até um posto sobre;
* Na hora de comprar suprimentos: "Vamo lá galera, dez pila cada". E minutos depois: "Mais um real cada um pro gelo". Minutos depois: "Mais dois pila cada um pro energético". E depois: "Seu animal, tu não pegou copos?". E depois: "meee, paguei vintão e já acabou a bebida? Não ajudo mais";
* Quando está se decidindo o rumo: "Cara, eu não sei bixo, mas aquele baile não vai dar nada, melhor irmos pra festa na linha cambucica". E minutos depois: "Eu falei que deveríamos ter ido no baile";
E a que quebra o processo: "Como assim não vai mais sair velho? Mas combinamos de ir só nós dois, sozinho não vai ter como". Essa com certeza é a pior de todas. Ou você sai solito, no osso do peito, ou coloca as pantufas e esquenta o Toddy, se foi o boi com a corda;
Enfim, poderia dar "N" outros exemplos de situações onde a logística é vital para a vida de um canalha. Mas com certeza você já deve ter lembrado e passado por situações similares. O fato é que até mesmo um canalha precisa ser um bom administrador. Inclusive para fazer a verba destinada a canalhice durar até o fim do mês!
segunda-feira, 22 de março de 2010
Efeito Perseguição
Lá está o canalha na balada, geralmente acompanhado de outros canalhas e também belas moças. A cerveja vai entrando, a verdade vai saindo, enfim, a noite vai acontecendo. Mas chega um momento crítico da noite: esta na hora do canalha obedecer o seu individualismo e tomar o seu rumo na noitada...
Mas não é que sempre tem alguém querendo rumar junto?
Percebam que eu escrevi a respeito de individualismo, achar seu rumo, enfim, é aquela hora que é você, Deus e mais ninguém. Sim, independente do que for acontecer, você optou por estar nessa de peito aberto, sem medo das consequências. Para quem ainda está confuso vou explicar melhor: você está na balada, já passou da fase de scannear o perímetro, avistou potenciais esquemas e pronto. A única coisa que falta é a abordagem. Nesse momento lá vai você com a cara limpa, pronto para o ataque, esperando executar seu plano sozinho.
E não é que ao se dirigir até o destino você tem uma grata surpresa? Aquele canalha que você não convidou pegou o "vácuo" e engatou uma perseguição frenética atrás de você. Não estou me referindo ao canalha que tratou uma parceria prévia contigo para abordar as jovens. Me refiro ao bicão que se aproveita da sua coragem para, no embalo, chegar junto às meninas. Isso é uma situação um tanto quanto encômoda. Sim, pois ao mesmo tempo que tu não quer ser chato e mandar o cara vazar, também não quer que ele atrapalhe o diálogo inicial com as moças, até porque a primeira impressão é a que fica. E não é que ele sempre atrapalha?
Sim, das possíveis coisas que ele pode fazer pra empatar teu brike ele faz. A situação mais provável é que ele se adiante e vá conversar justamente com a guria que você queria. Nem precisa dizer nada. Por mais que teu esquema desse certo, só o fato dele ter furado a fila já esculhamba com tudo. Além disso, se você foi até uma pessoa é porque percebeu algum sinal de atração. O metidão não. Chega dando solinha no pescoço das meninas e afugenta as pobres moças. Fazendo uma analogia de bairrão, é como ficar meia hora com o bodoque na mão mirando a pedrada e o cara atirar antes de você, broxante.
Enfim, cito isso porque o efeito perseguição já me ocorreu diversas vezes. O negócio é tentar desestimulá-lo. Desconversar, sair de fininho, e sutilmente chegar até seu destino, fazendo uma viagem muito mais tranquila do que tendo alguém em sua cola. Para as meninas, é bom que observem bem o cara que puxa a frente. O que vem a tira-colo, bom, não me responsabilizo por ele.