Engraçado como depois de um litro de whisky uma conversa casual de amigos se torna uma grande e duradoura discussão filosófica. E foi justamente o que aconteceu numa noite dessas. Depois de um tempo sem tomar todas, eu estava com vontade de me entorpecer, até pra livrar do stress do cotidiano. Dessa forma eu e um amigo resolvemos beber e dar uma observada na night. Acontece que esquecemos de observar a noite devido a gravidade do assunto em questão. 
Leia mais e entenda...
A questão central do debate foi como o ódio (conhecido popularmente como mágoa) toma conta do coração da maioria das pessoas. Antes de escrever sobre isso, é bom deixar bem claro: uma coisa é você discutir fatos, comentar coisas que as pessoas próximas fizeram. Outra coisa é distorcer informações e falar coisas sem realmente ter certeza. Sim, pois infelizmente todos falamos da vida dos outros. Felizes são os que conseguem discernir entre comentar o que ocorre de fofocas e boatos. Por isso que dizem: "pessoas inteligentes discutem idéias, pessoas normais falam de acontecimentos, e pessoas medíocres falam de outras pessoas". Aqui devo acrescentar: falar de outras pessoas não é ser medíocre, mas difamar outras pessoas passa a ser.
Explicado esse ponto inicial, nossa discussão se deu justamente quando conversávamos sobre nossas relações de amizade. Olhamos pra um canalha que estava conosco, e comentei: "esse cara é muito gente boa, muito parceiro". Meu outro amigo concordou prontamente. Você sabe que é aquela pessoa que pode falar as coisas abertamente que ele vai ser sensato o suficiente para falar as coisas certas na tua cara sem ofender. Da mesma forma que vai ser sensato ao comentar do seu nome na sua ausência. Pois sim meus nobres canalhas, não se iludam. Na nossa ausência, COM CERTEZA vão falar da nossa pessoa. Fato! E é nesse momento que a grande maioria das pessoas falha. É aqui que a personalidade vem a tona.
Uma coisa é comentar os assuntos de uma forma moderada, pensando em não difamar a moral da pessoa ausente. Outra é conversar com a boca escorrendo veneno. Chutando o balde em relação à outra pessoa. Isso é um claro sinal de que essa pessoa não merece confiança. Discorda? Tudo bem! Mas se essa pessoa fala mal de boca rasgada de outra, o que vai garantir que ela não irá fazer o mesmo em relação à você na sua ausência? Com certeza ela vai fazer isso, é de sua índole ter esse comportamento. E o erro mais comum que temos é achar que quando estamos ausentes nosso nome será citado sempre de forma positiva. Ledo engano! São poucos que tem o nível de honestidade ideal para agir da mesma forma tanto na sua presença quanto na sua ausência. Via de regra, parece que as pessoas tem o prazer de falar mal da vida alheia.
Um exemplo prático talvez? Esse meu amigo comentou: "pois é cara, lembra do fulano que veio falar comigo no baile? Pois é, veio querendo falar mal da guria que tava contigo. E te falo isso porque sou teu amigo. Só que ao mesmo tempo que ele falava sentia que na verdade ele estava maguado e sentia inveja de você". Eu agradeci por ele ter contado. Engraçado que essa mesma pessoa dava toque e queria a todo custo a guria que estava comigo. Um exemplo simples mas que relata bem esse comportamento "Cobrinha Style" que afeta uma grande porcentagem das pessoas que nos cercam. E aqui teria mais um milhão de exemplos a serem citados, tanto fatos que ocorreram comigo, quanto com outros amigos e conhecidos. A tal da "trairagem" parece estar cada vez mais na moda.
Eu descobri que ser honesto e sincero é muito bom. É a melhor coisa a ser feita. A algum tempo venho utilizando essa filosofia, e a cada dia que passa percebo que foi a escolha certa a ser feita. Percebi que as pessoas com quem me relaciono diminuiu bastante, mas as que me relaciono com certeza valorizam muito isso. É uma relação onde você tem certeza que nenhum dos lados irá sair prejudicado. Se fiquei com alguém e não quero nada sério, deixo isso bem claro. Se quero falar de um amigo para outro, ambos estão cientes das coisas que falo. Sem enganação e falsidade. E a cada vez que percebo o veneno escorrendo em uma pessoa, procuro me afastar. Tenho fobia de animais peçonhentos.
O legal de ser um bom amigo é sentir que as pessoas te dão valor. Elas procuram você para conversar e pedir conselhos. E elas escutam pois sabem que você quer o bem delas. Outro exemplo. Um amigo meu veio me contar de um relacionamento que ele estava tentando iniciar, e pediu o que achava, que ele teria que abrir mão das festas, etc e tal. Falei com todas as palavras o que eu achava. Desde o perfil da pessoa, até a questão de abrir mão das festas. Mesmo sabendo que eu perderia um guerreiro de balada, minha opinião não foi levando em conta meus interesses, mas sim o que eu pensava e o que seria melhor para ele. Pode parecer meio GAY, mas ao final da conversa ele me olhou dentro do "grão do zóio" e disse: "cara, realmente você é meu parceiro, você não fala o que eu quero ouvir, você me fala o que é o certo a ser feito". E depois me deu um abraço. É muito bom quando esse tipo de coisa acontece.
E na verdade acontece porque sinceridade é um sentimento que anda meio sumido. É como uma mina de ouro. Quando você encontra uma, quer a todo custo usufruir dela. Infelizmente as pessoas preferem estabelecer uma falsa relação, baseada puramente em interesses, do que de fato provar um sabor de uma amizade verdadeira. Pra quem me conhece sabe. Eu odeio isso! E assim como odeio o amigo que só é teu amigo na hora boa, também odeio o tipo de guria a qual você só serve quando está por cima. Mas enfim, não preciso desenhar. É fato que cada vez mais as relações estão sendo regadas á veneno. Cabe a cada um de nós escolher qual a melhor coisa a ser feita. A minha escolha já foi tomada!
sexta-feira, 20 de agosto de 2010
Escorrendo Veneno
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
O Amigo Oculto
Novamente eu e minhas idéias. Lá estava fazendo um saboroso lanche (na verdade alguns restos mortais de bolachinha recheada com café preto mais ruim que petróleo, apesar de nunca ter bebido petróleo), quando veio o assunto em pauta. A questão do amigo oculto. Não, não foi uma discussão inverterada de cinéfilos sobre o filme. Foi uma discussão sobre o tão debatido tema "relacionamento".
Ainda está viajando sobre o assunto do post? Tudo bem, esse era o objetivo mesmo. Continue que quem sabe você entenda... :D
Em mais umas das tantas conversas de intervalo, comentamos sobre o grandioso jogo de futebol da noite de hoje, onde o internacional pode se tornar bi-campeão da libertadores (fanatismos à parte, tomara que vença). Nesse momento uma nobre colega comentou: "poxa vida, sou colorada e meu namorado é gremista, é tão ruim não poder comemorar". Logo em seguida falou que havia comentado alguma coisa envolvendo meu santo nome com seu namorado. Algo do tipo "O Zeh falou tal coisa sobre o inter". Nesse momento outra emendou: "sim, esses dias eu comentei com meu marido sobre uma piada que o Zeh contou". Novamente meu nome no meio da história. O legal foi o desfecho. Em ambos os casos os namorados tiveram uma crise moderada de ciúmes. Aquela coisa no estilo: "mas quem é esse Zeh?", ou então "mas você fala com esse Zeh!", "mas tu é amiguinha desse Zeh!" e assim por diante. E não é a primeira vez que isso ocorre. Momento tenso detectado.
Observando o fato lembrei do tempo em que eu também namorava. Muitas vezes ia na casa da gata e, no meio das conversas sobre como tinha sido nosso dia, ela acabava comentando: "hoje o fulano fez tal coisa", ou então "hoje o ciclano levou lanche pra nós, ele é muito querido". Confesso que quando ouvia as palavras "fulano" e "ciclano" (substituam para seus casos particulares) aqueles nomes não me desciam. Por mais que eu tentasse ignorar o fato, pois eram simples colegas de trabalho, a malícia não me deixava. Sempre ficava com uma pulga atrás da orelha. Na mesma lógica, foram sucessivas brigas por eu comentar algo do tipo "não suporto a fulana que trabalha comigo". E ouvia comentários como "só pode que você deve amar ela, não para de falar dessa guria". A partir desse momento, modo briga - ON.
Por isso acabei pensando que essa "teoria do amigo oculto" é bem interessante. O amigo ou a amiga oculto(a) normalmente é alguém que tem um convívio com seu namorado(a) ou esquema e não convive com você. è um ser que em um primeiro momento pode ser considerado um estranho no ninho, mas que geralmente não tem por objetivo bagunçar o mesmo. Algum filósofo já disse que "o ser humano teme o desconhecido". Vemos isso claramente no mito da caverna de Platão, onde as pessoas nasceram em uma caverna e enxergavam apenas a sua sombra. Aquela era sua realidade. A mesma coisa acontece em um relacionamento. Ao descobrirmos que um "estranho" tem contato com seu(ua) parceiro(a), o ser humano tende a desconfiar. Em um relacionamento chamamos isso de ciúmes. Mas isso pode ocorrer também em uma relação pai e filho. Mesmo você tentando dizer que seu amigo não é drogado nem bandido, a primeira sensação dos pais é a desconfiança.
A teoria do amigo oculto é algo que explica muitas briguinhas conjugais. Por mais que a pessoa comente de forma involuntária sobre alguém com a qual tem convívio, na maioria das vezes a outra parte não é madura o suficiente para entender. E isso, quem em um primeiro momento pode parecer besteira, pode acabar virando um estopim para algo maior. Quanto mais escrevo a respeito, mais percebo o quanto somos mesquinhos em nossos relacionamentos. Falo no plural pois me incluo em praticamente todas as situações citadas aqui. Não tivesse presenciado, não teria experiência para escrever. Mas a sensação que tive quando comentaram sobre o fato acima foi: "poxa vida, como eu era um completo idiota em sentir ciúmes nessa situação". Sim, pois se a pessoa tiver qualquer vontade de "burlar a relação" com algum colega, com certeza ela NÃO VAI COMENTAR A RESPEITO DA PESSOA. Seria como cometer um crime e deixar provas cabais.
Normalmente comentamos tudo que ocorre no nosso dia. É um processo natural do cérebro para se livrar de coisas menos importantes. E muitas vezes essa "eliminação de resíduos" acaba sendo mal interpretada pela outra parte. E aí, salve-se quem puder. O mais legal de tudo isso, é que depois que o amigo oculto toma forma, convivendo ou interagindo conosco, percebemos que o que fantasiamos, na maioria das vezes, não condiz com a realidade. De fato é apenas uma pessoa que interage no trabalho, estudo, ou outra atividade tão importante quanto a relação. Mas escrevi "na maioria das vezes" porque infelizmente existem exceções. E aqui o assunto torna-se um pouco delicado.
Essa infeliz desconfiança do mundo moderno, a qual não nos permite mais firmar laços de harmonia com as pessoas é uma porcaria. Não podemos mais vender sem contrato, pois os caloteiros de plantão não perdoam. Não podemos mais sair tranquilos, pois marginais querem nos prejudicar. E quanto o assunto é relacionamento, não podemos mais confiar totalmente, pois alguns - com o perdão da expressão - filhos da puta sempre querem te dar uma bola nas costas. Algo do tipo "Essa gata tem namorado? Se vacilar to pegando!" é o pensamento que predomina na mente da grande maioria. Talvez é por isso que essa desconfiança exista. Não fosse por essa palhaçada que vemos de forma mais descarada a cada dia que passa, quem sabe as pessoas confiariam mais. É uma pena que não é assim. Eu procuro ser, eu faço minha parte. Mas muitas vezes para se gabar por alguns instantes, muitos acabam ignorando algo chamado "respeito". Fatalmente essas pessoas estão fadadas ao fracasso. É triste dizer, mas é a mais pura verdade.
Ufa, nunca achei que uma discussão sobre futebol fossê tão longe!
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Galã de Rodoviária
Mais um fim de semana bem movimentando, com uma segunda feira começando a todo vapor. Todavia os pensamentos canalhas não me abandonam. Desde sexta estava a fim de escrever sobre esse tema. E pelo fato de ter comparecido a um grandioso baile e comprovado minha teoria, nada melhor que escrever sobre um ser um tanto quanto excêntrico, um "serumano" especial, diferente de tudo e todos que você já viu: o grandioso "galã de rodoviária".
Se você sabe de quem estou falando, continue lendo pra ver se concorda... se não sabe, aí sim você precisa ler. Vai que seja um estereótipo que tenha cruzado com você sucessivas vezes na balada e você nem tenha percebido...
Pra começo de conversa já vou adiantando: muitos tentam, mas poucos conseguem ser legítimos galãs de rodoviária. Você pode até tentar imitar, mas quem conhece um verdadeiro ser dessa espécime recusa imitações, como já diria o pessoal do comercial de havaianas. Todo mundo sabe bem a diferença entre as chinelas originais e aquelas "sola seca" genéricas que encontramos por aí. Com um galã de rodoviária nato a lógica é similar, ele é inconfundível, incomparável.
O galã de rodoviária é aquele ser que chama atenção naturalmente. A forma como ele se veste e a forma como ele se porta, por mais que pareçam ridiculamente forçadas, são maneiras naturais desse ser se apresentar. Absolutamente todos ao redor percebem a presença do cidadão. Não tem uma pessoa no evento que não nota sua presença. Todos comentam a seu respeito. Simplesmente ele é um cara que sempre é notado na balada. Tudo isso muito bom, muito bonito, não fosse o fato de que a presença do galã de rodoviária é motivo de chacota por onde ele passa. Assim como todos o notam, até mesmo o cara mais desprovido de senso de humor consegue reparar algo engraçado no galã para fazer uma piadinha. Do lado feminino, as jovens ficam exaltadas ao perceber a presença do galã. Elas só pensam nele. Algo do tipo: "meu Deus, se esse cara vier falar comigo eu estou ferrada, educação e bons costumes que vão à merda". Realmente um galã de rodoviária marca presença.
Um bom e velho canalha deve ter chegado à seguinte conclusão: "poxa vida, espero que eu não me enquadre nessa categoria, coitado desse cara". Ledo engano minha gente! O Galã de Rodoviária é tão auto confiante, que por mais que esteja sendo o protagonista de um garrancho antológico, seu ego faz com que ele estufe o peito e passe aquela impressão: "creim loko, eu apavoro". O cara é tão foda que sua leitura da situação sempre é ao contrário da realidade. Se está vestido e se comportando de forma ridícula, no seu ponto de vista ele está por cima. Se está dando em cima da gata e a guria quer literalmente que ele suma, ele comenta pra todo mundo: "a gata está na minha, está louca pra ficar comigo, mas estou me fazendo de difícil". Pra resumir a descrição do galã de rodoviária: o cara é muito PHODA! Ridicularmente PHODA! Mas ao contrário! Querem exemplos? Vamos a alguns que presenciei apenas no evento do fim de semana.
Baile. Eu e mais alguns canalhas presentes. Tudo certo, meninas nos cercando, cerveja, conversas, tudo conforme manda o script. à certa altura da noite avisto o primeiro galã de rodoviária do baile. Não precisou nem eu falar nada para um canalha comentar: "dá uma olhada no naipe do cidadão". Eu já tinha observado, só estava esperando por esse momento. O cidadão adentrou no salão de posse de sua camiseta baby look preta, colar, cabelo cacheado um pouco comprido. Porém, como queria meter balaca, inundou as melenas de gel e penteou para trás, rezando para que ficasse style. Não ficou. O cara era moreno escuro, e tinha um porte físico avantajado. Mais um daqueles que sofrem da síndrome "sou bombadão". Um frio de mais ou menos zero grau e o cara lá, de camisetinha para exibir seus dotes. Coisa linda! A cada cinco meninas que ele abordava, seis davam o fora. E ele lá, sorridente, peito estufado, olhando todo mundo por cima com aquele olhar "eu sou o cara, me chupem". Quando finalmente conseguiu dançar com uma jovem de uns trinta e poucos anos, a cena ridícula: na primeira rodada a camiseta subiu e revelou a cueca do cidadão... vermelha com tarja amarela. Não teve um que deixou de observar aquilo. Aquela situação onde você pensa: "quero meu dinheiro do ingresso de volta".
Não deu nem tempo de fazer a análise do perfil do primeiro galã, avisto o segundo. Muito mal aparentado, roupas sem combinar, e uma laje um tanto quando "excêntrica". Todo cheio de pose, parou a alguns metros de uma gata, a qual conversava de forma bem animada com um canalha. O galã parou, meteu a mão no bolso, e ficou por mais de dez minutos batendo o pézinho no chão e olhando fixamente para a jovem. Mesmo sabendo que não estava chamando a atenção, com o peito estufado insistia em demarcar território. Mesmo todos ao redor sabendo da situação (sai fora loko), o galã de rodoviária ficou por ali... tentando meter pressão. Mesmo fazendo um papel ridículo ele não fraquejou: "vou conquistar a gata". Deve ter conquistado mesmo!
São apenas duas situações que aconteceram em um mísero local. Agora você multiplique isso pelo total de festas e eventos que você comparece. E o pior é que em todas elas esse estereótipo está presente. Mas sabem o que é pior ainda? É que tem muita gente por aí que acaba sendo seduzida por um galã de rodoviária. Pode parecer bobagem, mas é fato! Não é só nos livros de romance que a gente encontra nos sebos que isso ocorre: "oi minha princesa, você é tão linda que roubaria todas as estrelas do céu pra lhe presentear". Totalmente brega, batido, famigerado, mas - é difícil, muito difícil escrever estas linhas - isso ocorre constantemente. Aonde está mesmo aquelas conversas inteligentes, aquela perssuassão indireta, o real poder de sedução? Já sei... devem ter perdido o ônibus ou foram sequestras pela gangue dos galãs em alguma rodoviária da vida. Malditos, bastardos inglórios, devolvam-nos a arte da conquista inteligente agora mesmo!
Conclusão de tudo isso: recomenda-se que um legítimo galã de rodoviária pegue o primeiro ônibus que ver na frente e suma de qualquer evento, visto que um canalha nato usará o mesmo como chacota a noite toda. Fará piadinhas a seu respeito e provocará muitos risos nas donzelas. E o mais importante: para o galã de rodoviária, passará a impressão que de fato ele é o cara, de que ele domina a situação! Infelizmente a vida é assim... ou você se toca, ou alguém tocará você (sem duplo sentido) para bem longe... uma viagem apenas com bilhete de ida.
Pra finalizar, o ministério da saúde adverte: "Caras meninas, se cruzarem com um galã de rodoviária por aí, denunciem, a não ser que de fato vocês estejam no seu habitat natural, normalmente bêbadas as seis da matina comendo pastel de rodoviária. Sim, pois é o único local da cidade que ainda se encontra aberto no pós-balada, e se bobear, cercado de potenciais galãs. É o blog do Brike Bão servindo como utilidade pública!
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Histórias Tristes Acontecem!
Esse post promete mexer com você! Ou não! A questão é que em meio a correria dessas semanas malucas que invadem nossas vidas, algumas situações irônicas acabam tornando nosso dia-a-dia mais divertido. Dentre uma árdua troca de emails para concluir um trabalho de pós-graduação, fiquei sabendo de uma situação um tanto quanto constrangedora que um nobre canalha vivenciou.
Nesse contexto meu cérebro jogou para a memória principal alguns flashbackes de coisas que aconteceram comigo e com outros canalhas, que não foram lá, digamos assim, àquelas benças!
Vamos a alguns casos muito tristes que ouvi, ou mesmo presenciei. Com certeza você irá se identificar com alguns. Daria uma boa audiência pra programas como "Casos de família", "Programa do Ratinho" ou mesmo "vidademerda". Pra não estender o escopo para batidas, prejuízos, gauchadas, garranchos, etc, vamos nos concentrar em desaforos que jovens pregaram para os canalhas:
- "Causo da jovem mais que desaforada": Esse foi a inspiração do post. Foi lá o canalha com a grana contada pegar um esqueminha certo, aquele confirmado, só pra aliviar a tensão. Fim de mês, como não queria gastar muito, se dirigiu a um motel chamado AMA, que ouvi dizer que é bom e barato. Ao adentrar no portão a jovem exclama: "se não tinha dinheiro pra me levar em um motel decente, falasse que eu pagava!". Isso deixou o canalha tão nervoso que "male mal" conseguiu fazer o serviço. Eita jovem desaforada essa! Só faltou o tio da portaria penhorar o relógio!
- "Causo do Chokito": O Canalha pegou a gata só mesmo porque ela encheu o saco! Não queria sair, muito menos gastar. Mesmo assim acabou tendo que levar a gatona para o Motel. Chegando lá, apressou-se para acabar logo e sair sem ter que pagar a hora adicional. Tomou um banho rápido e quando voltou... a jovem lá, esparramada na cama, com um pacote de Ruffles terminado, uma coca pela metade e um chokito! Mais oito pila pra conta para quem não queria gastar nada. Dizem que depois desse dia o canalha nunca mais comeu chokito.
- "Causo do Ar-Condicionado": Dois canalhas passaram pegar duas jovens muito astuciosas. Logo de cara disseram: "então fazemos assim, vocês pagam nossas entradas e nós a cerveja". Não seria uma proposta de briga se a verdade é que entrariam no baile, tomariam UMA cerveja e sumiriam. Mas enfim, no meio do trajeto uma jovem exclama: "Que calor, liga o ar-condicionado!". O carro do nobre canalha (por sinal um belo carro) não possuia esse recurso. Com bom coração, ligou o ar normal no 12 e fez um ventinho até que refrescante. Minutos depois a jovem exclama: "ahh, ele não liga o ar-condicionado porque o carro dele não tem". No mesmo instante canalha rebateu: "e o teu carro, tem ar-condicionado? Ah, voc~e nã otem carro? Então quando tiver um compra com ar!". Silêncio extremo até chegar no baile
- "Causo da Puçuquice Extrema": Todos os canalhas reunidos em um recinto familiar, com um grupo de meninas que pareciam ser uma bença. Prepararam o ambiente, compraram bebidas e a festa iria correr solta! Iria! Mas o fato é que as moças exigiram bebidas melhores, umas whisky com energético, outras cerveja, e outras queriam tequila. Na sequência falaram que estavam com fome, e queriam janta. E os canalhas pagaram a pizza. Depois, na hora de levar pra casa, uma delas ainda queria que no dia seguinte o canalha passasse pegar ela para levar até a faculdade. Que piada! Sem falar que alguns dias depois essas jovens encontraram os canalhas em uam balada e, antes mesmo de dizer oi: "vocês podiam pagar uma caipira pra nós né?". É o fim da rosca mesmo! Anti-canalhice total!
Dentre muitos outros "causos", podemos chegar a algumas conclusões. A primeira e mais importante de todas é que EXISTE MULHER DESAFORADA NESSE MUNDO! Sinceramente, tem umas que pedem pra levar uma tunda de laço e ainda por cima deveriam agradecer. A segunda é que a vida é divertida! O máximo que pode acontecer é você dar risada de tudo isso, porque muito provavelmente essa jovem não será sua futura namorada/esposa. E a última: se não está preparado para encarar com bom humor todas essas situações, abandone o clube da canalhice imediatamente!
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Contar ou não Contar Sobre Traição, Eis a Questão
Fiá da Puta! Começo o post com essa expressão melo dramática pois a algum tempo atrás presenciei uma clara Bolada nas Costas de um Canalha. Lá estava eu nas minhas andanças noturnas que acontecem sempre à noite, faceiro que nem gordo de camiseta nova, degustando um saboroso whisky com quipo Guaraná, quando a certa altura vejo o que meus olhos não gostariam de ver.
Uma nobre moça cruza por mim e olha com uma “bizoiada” meio diferente. Nos primeiros segundos de raciocínio pensei: “opa, olhar diferente detectado”.Quando meu cérebro processou a imagem facial... Houston,We have a problem!!! A jovem era conhecida, e o que é pior, namorada de um Canalha Amigo. Ai ai ai ai ai, e agora José? Liga pro cara, conta, não conta, faz vista grossa? Poxa vida, o que fazer? Se você presenciou algo do gênero continue lendo...
Essa é uma questão extremamente delicada, pois coloca em cheque o raciocínio do canalha: em um primeiro momento ele pensa na relação de amizade que tem com o outro. Nesse momento é forte o impulso de tirar o Gran Bell do bolso e ligar comunicanco o fato ON TIME. Feita uma reflexão você começa a ponderar, mas ligar a essa hora, será que não é muito tarde? Vai que ele fique bravo comigo. Mais um pouco de dúvida na mente e você pensa:”acho que vou deixar pra resolver isso amanhã...”. Independente da decisão tomada uma coisa é certa: você fica totalmente queimado pelo seu parceiro.
Sim, podem até dizer que isso é mágua, não tem pobrema! A questão é que você pensa na parceria, raciocina que o teu amigo é quieto que é um fuca em relação ao namoro, não apronta, é gente boa, e do nada a gata se acha no direito de sair para curtir sem comunicar a outra parte. Sinceramente, não tem como conter a vontade de comunicar a parte que saiu lesada na história. Em relação a isso só existe um “pequeno” porém,o poder de persuasão da jovem em relação a mente do canalha.
Esse é o fator que deu origem a um velho ditado: “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. Sim, porque aí você faz o papel de amigo gente boa, esperando ter feito um baita favor ao parceiro, e quando menos espera, o feitiço vira contra o feiticeiro. A jovem faz um belo trabalho mental no cérebro do canalha e este acaba acreditando nos argumentos da gata. E olha que os argumentos são muitos:
- Cuidado com teus amigos, quando você vira as costas eles dão em cima de mim. Ele fez isso pra você acabar e depois vai querer ficar comigo (deve ser mesmo, desculpa esdrúxula, mas muito utilizada);
- Sim, eu fui lá e quando ele me viu veio quente dar em cima de mim(essa é clássica);
- É mentira, tudo mentira. Falam isso só pra estragar o nosso namoro, pra ti ver como eles são teus amigos (ta bom, tamo vendo miragem agora. Essa é chantagenzinha barata);
- Você só escuta teus amigos, vai lá com eles então, não gosta de mim(acabaram os argumentos, partiu para o sentimentalismo).
Depois dessas artimanhas, e inúmeras outras não citadas (incluindo colocar o canalha na posição horizontal e "abafar o caso"), cabe ao bom e velho canalha ponderar: bom, onde tem fumaça tem fogo. Meu amigo fez o favor de passar o relatório, cabe a eu tomar a decisão que eu desejar. Ou então o não canalha, aquele que não merece o título de parceiro, acredita em todos os argumentos apresentados e ainda por cima queima uma amizade. Essa é uma atitude lamentável, que merece desprezo, mas cada um com seu cada um.
Pra finalizar, no que ocorreu comigo deu tudo certo. Como bom amigo estava no dever de comunicar apenas o que vi, e o fiz. O nobre canalha acatou e fez o que achou certo. A relação de amizade e parceria perdura. E a jovem, bem, tomara que pense duas vezes antes de dar o nó em um canalha, por que sinceramente, hora ou outra a casa cai, isso é fato!
sexta-feira, 5 de junho de 2009
O Primo
Fim de semana chegando, todo mundo se preparando pras canalhices, tiro, grito, confusão... vamos ver o que vai acontecer. Como estou meio "de molho", acho que me limitarei a ver uns filmes inéditos (Rambo II, Indiana Jones, O Poderoso Chefão estão na lista). Como não posso passar muito tempo sem sair, visto que os efeitos da dependência crônica da festa me bate,resolvi sair ontem, e pra variar, nas andanças acabo tempo idéias pro post (por isso que eu saio, só por isso).
Tá tá, parei de enrolar. O fato é que todo o bom canalha sai, procura por meninas desacompanhadas e tenta o approuch. É tudo muito bom e muito bonito, ao menos que o canalha encontre um sério impecilho: o primo. Sim, aquele aprendiz a canalha que, ao mesmo tempo que não pega nada e empata o esquema dos outros ainda não se convenceu que ficar em casa vendo Super Cine pra ele é melhor, bem melhor...
Lá estávamos três canalhas prontos para dar o bote em simpáticas jovens que muito nos admiravam. Tudo muito bonito e perfeito não fosse um pequeno contratempo: dois "primos" parados ao lado das meninas ocupando espaço.Sim, ocupando espaço, pois como diria o caboclo, não cagavam e não desocupavam a moita. Fim da festa os mesmos continuavam na mesma posição. Enfim, nossas olhadas eram recíprocas, um dos canalhas até tentou a conversa mas, num ato de reflexo extremo o primo diz: "meninas, vamos pro outro lado", percebendo o perigo iminente.
É fato que esse tipo de palhaçada ocorre constantemente. O rapaz é muito "amigo" (definição de um cara que é froxo e não é canalha o suficiente pra dar em cima da gata) das jovens, passa a noite inteira feio um "três de paus" ao lado das meninas e, assim como um lambari, nada,nada e nada. E como agravante é quando a canalha diz: ai fulano, aquele guri vai dar em cima de mim, diz que você é meu namorado? E o primão todo orgulhoso assume o nariz de palhaço no meio do picadeiro, quando o real significado do pedido da mina é: ui que bom, ele vai dar em cima de mim, preciso contar isso pra alguém. E lá vai o nosso atleta todo galo: "sai fora cara, ela é MINHA namorada",seguido de um longo abraço na amiga.
Eita situação tosca essa hein? O bom e nobre canalha entende na hora o garrancho, mas que se lasque,segue o baile. O canalha plus mete na hora: "Dá um beijo nela então" (vai que ela beije, o primo vai ficar uma semana sem dormir). Já o canalha master, esse sim, muda de estratégia, dá um time,dribla o primo e fica com a gata, ou pelo menos tenta! E agora primo,se vira nos trinta!