quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

As mulheres e as conquistas


Quando uma canalha é afim de um carinha, geralmente ela joga um charminho básico. Dá uma encarada discreta e se tiver oportunidade, tenta conversar sobre assuntos interessantes (para ambos) e, é claro, não sendo vulgar.

Ultimamente presenciei cenas que me decepcionaram com certas mulheres, mais conhecidas como “piriguetis do funk”. Aquelas meninas que vão às festas para dançar e se esfregar umas nas outras, e quando estão afim de um carinha não tem dúvida do que fazer, chamam o carinha pra dançar e se esfregam a noite inteira no individuo.

Pode até parecer de má índole escrever sobre esse tipo de assunto, mas o que me indigna é a ausência de cérebro dessas meninas! Cadê a cultura? A inteligência? O charme? Não existe mais, a única arma que se usa é a vulgaridade. Fato!

E não estou inventando isso não. Essa semana mesmo, sai com minhas amigas para tomar uma cerveja e dar uma refrescada, e lá estava um grupinho de “piriguetis do funk”, duas delas de frente rebolando até o chão e uma dançando na frente de um menino e esfregando (mas esfregando mesmo!), sem nem ao menos pensar que as pessoas passavam e presenciavam a cena.

Em um mundo tão desenvolvido, onde nossas ancestrais lutaram tanto pela igualdade dos sexos (falo a feminista doente klsahfklashfsa), vêm essas meninas e estragam toda a reputação da nossa geração.

Eu não sou contra a menina chegar num rapaz que ela está afim. Muito pelo contrário, por que já cheguei em meninos. Mas joga um charminho, conversa, usa seu papo pra conquistar o menino e garanto que ai sim, você consegue muito mais do que ser uma transa do rapaz.

Essas meninas além de estragarem a fama delas mesmas, ainda mancham o nome das mulheres. Por que ai quando vamos às festas, temos que aturar aqueles ‘retardados’, que passam e se acham no direito de querer se esfregar na gente. Por que pra eles, somos todas iguais.

A nossa sorte é que ainda tem muitos meninos que realmente valem à pena e que sabem valorizar as mulheres, que realmente são mulheres. Aquelas mesmas que sabem o que querem e que não precisam usar desse tipo de artimanha na hora da conquista!

Beijinhos galera, e até o próximo post!


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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Amizade na floresta

Gente vou contar uma proeza das antigas hoje.

Antigamente(nossa que véia que eu to!) a galera costumava ir muito ao autódromo(antes daquilo vira uma baragerisse total), e numa dessas festinhas que teve La foi um dos piores balaços que já tomei.

Chegamos La em torno das oito da noite, tava eu uma amiga aqui apelidada de ‘encantadora de árvores’(mais pra frente vocês entenderão o apelido), e outra amiga que estava com o namorado. Levamos um litro de smirnoff, pra da uma esquentada, que secou na primeira hora que estávamos La, então decidimos partir para o capeta (é docinho, não pega, haram Claudia).

La foi eu e a encantadora de arvores pegar a primeira rodada, o cara da barraquinha pediu se agente queria médio ou grande, óbvio, o maior que tem, um pra cada uma.

Pra quem já foi no autódromo (duvido quem nunca foi), o som estava rolando La embaixo nos boxes, mas tinha uma galera que ficava concentrada mais La pra cima. Festa vai, festa vem, um capeta, dois capetas, três capetas (depois daí perdi as contas), sem conta as cervejas que volta e meia dávamos umas bicadas, eu e a encantadora de árvores, resolvemos subir pra ver como que tava a festa La pra cima.

Até ai tudo bem, subimos, ficamos La um pouco, o problema foi na hora de descer, ai que agente viu que a cachaça pego. As duas de tamanco plataforma naquelas pedreiras, no balaço, gente aquela estrada parecia que tinha triplicado de comprimento, cada pouco que agente andava, parávamos um pouco, olhava pra trás não tinha dado nem um cinco passos.

Foi um tempo assim até que minha amiga “empaco” na beira da estrada, e não queria mais descer, e eu dizia “vamos amiga agente ta quase chegando” e ela me dizia, “não vou mais! to aqui conversando você não ta vendo!”, detalhe ela estava em altas conversas com uma árvore que tinha na beira da estrada, e não tinha jeito de convence ela que a árvore não era uma pessoa, já tinha contado a vida inteira pra coitada da árvore.

Chegaram alguns amigos nossos que estavam vendo a situação de longe e tentaram convencer ela a ir pra festa, mas não tinha jeito. Até que chegou a salvação, minha outra amiga e o namorado estavam dando uma volta de carro e passando por ali viram a situação e carregaram a encantadora pra dentro do carro.

Na vinda pra casa mais uma proeza, ficamos sabendo que ia ter blitz no caminho, mas estava tudo certo, porque agente conhecia um atalho! Atalho esse que acabo chegando La perto da fazenda zandavali quase em águas.

Mas no fim acabou tudo bem, chegamos salvos em casa e na manhã seguinte acordei olhei pra fora e tive uma visão que não me deixava esquecer do dia anterior: um copo de capeta caído no meio do asfalto na frente de casa .

Ooooo balaçoo eimmm.

Foi feia a dor de cabeça no outro dia, mas valeu a pena pelas risadas.

Vlw e até o próximo post.

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Relacionamentos modernos

Saudações galera do blog há muito tempo que não dou as caras por aqui, mas estou de volta pra falar de um assunto que me chamou muita atenção ontem à noite.

Como sou fã adepta de Sex and the city (pra quem não conhece é um seriado americano baseado em relacionamentos, que fala da vida de quatro quarentonas solteiras e super bem sucedidas), ontem estava assistindo a um episódio que falava sobre o medo que as pessoas tem de envelhecerem sozinhas.

Assim que o tema foi abordado lembrei-me de uma conversa que eu tive há um tempo atrás com um amigo em uma festa. Agente falava sobre o meu namoro que havia terminado e o namoro dele que havia começado há pouco tempo.

Pra mim o termino de um namoro é uma coisa extremamente simples. A pessoa que não esta mais gostando do relacionamento (ou ambos) informa a outra pessoa de que não esta mais dando certo, a outra pessoa sem ter outra opção concorda, bate aquela tristeza, toma uns quatro a cinco porres, conhece pessoas novas e se acostuma então com a idéia de que o relacionamento realmente não estava dando certo e que esta na hora de alterar o rumo da sua vida.

Até ai tudo bem, quando a aceitação é mutua e as pessoas são maduras o suficiente pra admitirem que tem uma vida além do namoro. Porém, tem aquelas pessoas que não se conformam em levar um pé (falando a grosso modo), choram, fazem escândalos, ofendem, continuam insistindo mesmo sabendo que a outra pessoa não quer mais continuar o relacionamento, fazem de tudo para convencer e algumas vezes até ‘chantagear’ a outra.

A questão é a seguinte: O que leva as pessoas a entrarem nesse nível de desespero? Somos nós que estamos acostumados demais com os relacionamentos ‘modernos’ que não acreditamos mais no ‘ viveram felizes para sempre’ ou essas pessoas que tem um medo excessivo de não ter um amor pra vida toda?

Eu tenho uma opinião formada sobre o meu futuro, quando se fala em relacionamentos, vou sim me casar, vou sim ter filhos e ter uma família feliz. Quando? Quando eu encontrar uma pessoa com quem eu acredite que vai dar certo, e esse sentimento for mutuo, quando encontrar uma pessoa em que a cada dia junto eu pense ‘é com ele que eu quero construir uma vida’. E se um dia essa pessoa chegar pra mim e dizer que não esta mais feliz ao meu lado? Paciência, errei o pulo, não era ele meu príncipe encantado.

Vou ficar triste, tomar um porre, demorar uns dias pra me acostumar com a idéia, mas no final tenho certeza de que a vida continua e de que ele não era o último homem do mundo em que eu poderia me apaixonar.

O que não posso fazer é querer obrigar alguém que não esta mais feliz ao meu lado, de ficar comigo, isso não existe, nunca existiu e nem vai existir. O resultado é o mesmo que vemos por ai o tempo inteiro. Aqueles casais que terminam e voltam, terminam e voltam, e não conseguem se conformar de que o relacionamento já foi por água a baixo faz muito tempo.

Eu já tive relacionamentos assim, e posso dizer com certeza, isso só leva a muito mais sofrimento do que aceitar a verdade de cara. Chega uma hora que o desgaste é tanto que as pessoas não se suportam mais.

Gente pra que isso, acredito que mais cedo ou mais tarde cada um encontra a sua metade da laranja. Se não foi dessa vez paciência, você não vai morrer sozinho, vai chegar a sua vez, e se não chegar fazer o que, enquanto não vem o certo nos divertimos com os errados não é mesmo?

Valeu galera, até o próximo post.

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

POKER FACE

Sou um grande admirador do Poker, que entre todas as suas variáveis, o que mais conheço e admiro é o popular Texas Hold’em.
Para quem sabe as regras deste tipo de poker, e ainda já teve a oportunidade de jogar ou observar bons jogadores, sabe como este jogo pode ser extremamente comparado ao também maravilhoso jogo da vida.
Certamente sou apenas um mero amador no Poker, porém por curtas aventuras nesse jogo já tive oportunidade de jogar, e observar alguns bons jogadores.
E falando em jogadores, esse é primeiro ponto onde o poker já pode ser comparado com a vida:



1 – Os jogadores: Assim como no Poker, na vida também temos os Excelentes jogadores, os bons, os amadores e os espectadores.

Os espectadores apenas passam a vida a observar os jogadores, normalmente com as desculpas de que o jogo é arriscado demais para entrar nele, ou que são incapazes, cheios de medos e receios. Alguns sabem as regras e outros não tem nem interesse em saber. Não vivem nada, apenas passam pela vida tão rápido que mal se percebe quando eles saem dela. São pessoas que quando acordam pela manhã, parecem robôs pré-programados que nem sabem o por que saem de casa.

Os jogadores Amadores, não costumam jogar com muita freqüência, por isso não estudam o jogo, e não procuram saber como vencer, apenas conhecem a maioria das regras, e tem coragem para arriscar algumas partidas, até conseguem por vezes alguns resultados, mas contam mais com a sorte, do que com suas habilidades. São muito previsíveis e é fácil de saber dos seus movimentos e jogadas. Mas por terem coragem de entrar em alguns jogos, volta e meia ainda são convidados pra alguma partida amistosa com amigos.

Os Bons Jogadores. São os que rapidamente foram espectadores, viram que jogo é feito para ser jogado, e não apenas observado, e sabiam que teriam que fazer parte dele. Quando passaram por amadores gostaram do jogo, passaram a procurar mais pessoas para jogar, entenderam todas as regras, familiarizaram-se com os termos e vocabulário do jogo. Aprenderam algumas “manhas”, boas jogadas, blefes, quando obteram boas mãos, souberam se aproveitar da maioria delas. Tiveram varias conquistas, derrotas também é claro, como todo jogo, não se vence sempre.
O que ainda o diferencia de ser um excelente jogador, ou profissional, é que volta e meia faz jogadas manjadas, ou quando se depara com torneios maiores se admira demais, e demonstra medo e não corre atrás de se conhecer os jogadores que já venceram, ou aprimorar continuamente suas habilidades.

Os Excelentes jogadores, até profissionais assim podemos dizer, ah esses caras eu admiro! Estes jamais param de jogar, dia a pós dia estão jogando, nem que seja uma mera partida com alguns amigos para passar o tempo. Não perdem oportunidade de entrarem em grandes torneios, clubes, cassinos, sua programação na TV é jogos de Poker, suas conversas entre amigos, Poker! Estão sempre estudando e pesquisando ou mesmo criando novas jogadas.
O jogo torna-se tão habitual, que ele consegue manipular os adversários a fazerem os movimentos que ele deseja. Esse cara coleciona títulos!

Alguma semelhança com a Vida? E com quem vive?...
Indiferente com o tipo de jogador que você é no Poker se preocupe mais como você joga com a Vida. Por que a Vida têm muito mais adversários, e é um único torneio.


E você, é um espectador e fica vendo a vida passar por você e olhando os demais vive-la?
È um Amador que arrisca viver apenas quando lhe convém? Sem as vezes nem fazer idéia do que esta fazendo?
È um Bom jogador, que aprendeu que a Vida é feita para se viver sempre, mas infelizmente ainda guarda medo dos grandes desafios e só aproveita se eles batem na sua porta?!
Ou é um excelente jogador, que conheceu as manhas da Vida, se encantou por ela, viciou, e trata ela como seu grande esporte, que esta sempre a procura de se aprimorar, de desafios constantes, por que sabe que são eles que o deixam mais habilidoso e forte e quando você passa por eles, você vence!

All-IN

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Marketing na Mina

     O blog canalha também é utilidade pública. Pensando nisso resolvi escrever humor sobre um tema recorrente, o resgate dos mineradores. O legal é que após a tensão e posterior sucesso do resgate, finalmente podemos fazer piada do caso sem sermos enquadrados na categoria "humor negro". Dito isso, acredito que o post ficou legal.



     Continue lendo e veja os principais destaques publicitários a respeito dos mineradores...
     A publicidade após o caso dos mineradores resgatados no Chile:

- NET TV a cabo: "NET fecha contrato para transmitir ao vivo tudo o que acontece na mina 24 horas por dia no Pay per view"

- O Fuxico: "Minerador que tinha amante é desmascarado e acaba de cair em outro buraco!"

- GloboEsporte: "Grupo de Resgate é contratado para tentar tirar outros mineiros do buraco: o time do Atlético-MG. Direção corintiana promete cubrir a proposta"

- Capricho: "Óculos escuros viram moda entre os mineradores jovens"

- Oloforte - "Minerador que prometeu a noiva em casamento saiu de um buraco e vai se atirar em outro"

- Minha Casa: "Veja o que fazer para sua casa ficar no estilo rústico moderno de uma mina abandonada"

- Beto Carreiro World: "Novo brinquedo Phenix II promete levar o visitante às profundezas do parque"

- Skol: "Nova Skol Phenix, a cerveja que desce muito redondo"

- Medley Genéricos: "Nova linha de anti-depressivos Phenix. Para tirar qualquer um do buraco"

- Boletim Hipertensão: "Prova final do hipertensão será realizada direto da mina San Jose"

- Veja: "Encontrado dinheiro que faltava do mensalão"

- Isto É: "PCC planejava usar mina para montar um complexo sistema de túnel para assaltos a banco na América do Sul"

- CNN: "FBi investiga proposta milionária do Al Qaeda pela concessão da mina. Existem suspeitas que o mesmo seria utilizado para esconder Osama Bin Laden"

- Boa Forma - "Se eles emagreceram no buraco, você também pode fora dele!"

- Voce S.A - "Está individado? Saiba você também como sair do buraco!"

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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Use filtro solar, e Dê Carona!

     Não esta definitivamente não é mais uma cronica do Pedro Bial, mas como tal é baseada em experiencias próprias. Amigos canalhas, eu lhes digo: Usem filtro solar, e dêm carona! Sempre que possivel, quando estiver rodando em alguma rodovia deste País, e avistar uma pobre alma com uma "plaquinha" nas mãos indicando algum destino, e que o mesmo está no seu caminho, abra sua cabeça, seu coração, e as portas do seu veiculo, e ai amigo, é abrir a mente e deixar a sintonia fluir. (sem sacanagens pros mentes poluidas).


     Já deu carona? Já pediu carona?.....
     É eu sei, vou ouvir muitas criticas do tipo; "maluco dar carona é um risco", "cara você pode ser assaltado", "a morte esta pedindo carona", "você não conhece quem esta entrando no seu carro".
Amigos eu vos digo. Sim posso ser assaltado, mas eu posso ser assaltado indiferente do lugar que esteja. Estou facilitando? Eu respondo novamente - Para morrer basta estar Vivo!
     Bem quem me conhece sabe quantos Km eu faço todo dia/semana/mês. Muita estrada, varias cidades, e inumeras pessoas cruzam o meu caminho, indiferente da importancia que venham ter, elas estao ali, cruzando com a minha vida.
     E um dos atos que sempre tive costume de fazer em minhas viagens, é dar carona! SC, RS, PR, SP, MG...em fim todos os lugares que passei e avistei um cidadão solicitando uma simples carona ate um destino que me cabia, eu o convidava para entrar no carro, " - Junta as trocha ai parcero, não se acanhe e pinxá bota adentro!".
     Estudantes, viajantes, vendedores, professores, artistas, musicos, ou meros andarilhos que perderam a sua condução. Indiferente de profissão ou razão por estarem ali, pessoas com a coragem de sentar ao lado de outra sem ao menos conhece-la, e ainda assim disposta a contar parte de sua vida e até ouvir a sua.
     Neste ponto admiro os taxitas, que em sua maioria tem o poder de ouvir, e fazer você ouvi-lo. Que tem um contato tecnicamente tão superficial com seus passageiros, mas que certamente já ouviram historias mais profundas que muitos piscicologos.
     Alguns devem estar se perguntando, onde que quero chegar com esta conversa.
Bem entre tantas conversas e historias com essas "pessoas extranhas", onde pouquissimas tive o prazer de manter contato, maioria esta por ai seguindo seu rumo e não as vi mais. Estava eu voltando do RS amado, passando pela cidade de Ijui, um cidadão, aparentando uns 45 anos, pedindo carona com uma placa com destino a Chapecó. Como sempre viajo sozinho, espaço não falta, entao já encostei o carro e ofereci a carona até Chapecó, onde o mesmo aceitou de imediato.
     Após apresentações, se tratava de um musico de uma banda conhecida aqui ada região, com uma historia pra lá de inusitada, sobre os motivos que estava ali. Um canalha master, com uma historia FAIL sem duvidas.
     O tal artista tinha feito um show no ultimo final de semana numa cidade da argentina de fronteira, onde tem se apresentado frequentemente, da pra se dizer que o cara tem fama internacional! rsrs).
     O Fato que leva a pergunta, - O que te faz estar aqui pedindo carona? Eis que me conta a historia.
     (O carona) - Então meu nobre amigo, estava eu a realizar o show nesta cidade de fronteira, e ao termino do mesmo, conheço uma bela senhora, como tantas outras que conhecemos em nossas apresentações, ela demostra interesse em querer algo a mais. Vi que de fato se tratava de uma mulher linda, esbelta e muito simpatica. Depois de uma longa proza, e de assuntos mais arrepontados, eis que me convida para passar a noite em sua casa. De natureza jamais aceitaria uma proposta destas, como já tenho estrada, evito certas gauchadas, mas me agradei por de mais na guria, e aceitei seu convite de imediato. Comuniquei os companheiros da banda que podiam partir sem mim.
     Sai apressado junto com a guria, sabia que era loucura, e depois ter que enfrentar alguns onibus até Xaxim por uma aventura amorosa momentania, mas de loucuras meus anos são cheios. Confesso que já havia bebido alem da conta, mas resolvi pegar um litro de wisk para beber junto dela, e foi o que fizemos quando chegamos em sua casa. Muita proza, muita bebida, alguns amassos, mas quando me dei conta, o alcool estava fazendo efeito devastador em meu organismo, provocando desde boas tonturas, até terriveis problemas estomacais.
     Foi ai que vi que a noite poderia ter um fim catastrófico, e a canha passava a me domar. Passei mal, de forma extrema, acredite de forma vergonhosa, passei a desperdissar ali o que tinha comido, junto aos pés da donzela, e logo depois o desastre maior, venho a fazer minhas necessidades fisiologicas (numero 1) sem me preparar para isso. A gauchada estava feita e eu não sabia que bixo tinha me domando, pois meu corpo nao respondia a um suspiro se quer.
Acabei desmainado, como era de se esperar depois de tudo, e acordando apenas no outro dia, e sem ter noção de todo o ocorrido.
     Ao despertar, com um ressaca braba, a moça ainda toda simpatica me explica toda a situação. Envergonhado e sem saber como reagir, vejo que nada mais resta alem das desculpas proferidas e de retornar ao meu pago. Eis que quando pensei que tudo tinha acabado, me dou conta de que eu nao havia trazido comigo minha carteira. Ainda extremamente envergonhado, não tive a coragem de pedir a moça dinheiro emprestado para as passagens. Onde fui pedir carona. E aqui estou!
     E para não sobrar duvidas do acontecido, ele me presenteou com um CD dele, com sua foto estampada na capa. Já tinha eu visto seu show, e muitos leitores aqui certamente também.
     Esta viagem rendeu ainda outras historias fantasticas. Sendo que depois de alguns Kilometros, ainda na cidade de Frederico Westphalen, dei carona a uma Senhora, que se tratava de uma Pscicologa. Onde os dois caronas entraram em assuntos tão canalhas, que acreditei ter unido ali duas almas que sairiam casados, ou apenas prontos para uma nova aventura!
     Quem não quizer acreditar nesse concelho que les dou, tudo bem, continuem não dando carona. Mas acreditem quando eu falo sobre o filtro solar... (rsrsrs)
     Quem quizer carona, avisa ai....!!!

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terça-feira, 5 de outubro de 2010

Oração do Canalha

     Calma gente, ese não é um post que pende para algum lado religioso, podem ficar tranquilos. É apenas uma oração que todo o canalha deve fazer antes de ir para as noitadas. Nada melhor que saber fazer festa e aproveitar a vida com a cabeça no lugar. Por isso escrevi essa pequena reflexão...




     Oração do canalha

     "Irás Festejar e conquistar várias meninas, mas nunca desvie do caminho correto da bem aventurada conta corrente com saldo positivo


     Caminharás pelas noites feito uma ave resplandecende de idade (galo véio) e muitas coisas aprenderás e viverás.


     Verás que não é soberano, apenas estas em uma fase boa da vida como outros tantos estão.


     Acharás que é famoso e conquistador, todavia sua fama será escassa ao menor sinal de fundo de carteira vazia.


     Construirás um império de amizades e donzelas, que cairá em ruínas em poucos dias ao menor sinal de fraqueza financeira ou amorosa,


     Bem aventurados os que valorizam uma amizade e possuem consciência, aproveitando a vida de maneira inteligente.


     Esses sim encontrarão o caminho do sucesso, do amor e do dinheiro, com pessoas de bem ao seu lado sempre."



               (Pastor Canalha)

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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Fim de Noite

     Na vida de um verdadeiro canalha existem algumas coisas que são únicas. Por mais que os fatos sejam bastante parecidos com os que ocorrem com a grande maioria das pessoas, algumas peculiaridades são tão excêntricas que nada as paga. Desde o esquenta até a hora de dormir com o sol já radiante, uma noitada reserva situações pra lá de inusitadas. E nessa história toda uma situação se destaca: a finaleira da noite. Aquele momento que separam-se claramente os canalhas dos roscas. Onde exige-se muito espírito empreendedor para fazer um final de festa se tornar lucrativo. Mas como afirmei diversas vezes, só mesmo um canalha nato sabe como agir.



     Vamos aos fatos do fim de noite!

     Comecemos com uma visão histórica. Incontáveis foram as vezes que ao sair de casa por volta da meia noite escutei: "mas isso são horas de sair de casa? No meu tempo meia noite era hora de estar dormindo". Em outro momento, conversando com outra pessoa um pouco mais nova que esta, escutei: "Cara, no meu tempo a balada ia até no máximo quatro horas da manhã". Pois é, parece que o negócio virou várzea mesmo, tanto que toda a balada que se preze já deve trazer incluso um serviço de café da manhã. Se bem que nem teria graça... o que seria dos bêbados que rodam a cidade em busca do tão sonhado cachorro-quente matutino?

     Mas falar de história é legal. Foi só pegar alguns tios em uma tarde de domingo regada a muita cerveja, que a verdade começou a sair. Reza a lenda que depois do baile era bastante comum que dois irmãos ou primos levassem duas irmãs para casa, visto o perigo de se andar à pé na noite do interior (entendo, totalmente perigoso). E reza a lenda que misteriosamente ao cruzar por algum arbusto, um casal desaparecia. O outro casal corria para procurar o primeiro, mas sempre erravam de arbusto. Misteriosamente algum tempo depois se encontravam. Já pensou se aqueles "matinhos" falassem? Realmente a fama do "fim de noite" já vêm de longa data.

     Mas de volta aos dias atuais, posso afirmar que na noite muita coisa louca acontece. E sendo mais detalhista, é no fim da noite que realmente coisas até então inimagináveis se tornam realidade. Parando para pensar um pouco, nem é tão difícil de entender. Uma série de motivos permitem afirmar que é o momento propício dos "garranchos". Em primeiro lugar, você sabe que está nos 45 do segundo tempo. Ou as coisas acontecessem, ou "so sorry my friend", vai pra casa dormir. Depois disso elenco o fator álcool. Não estou falando do maníaco irresponsável que toma um trago e sai por aí dirigindo de forma suicida. Estou falando do fator alcoólico como facilitador de relações. Para não deixar quem não bebe de fora, empatado em segundo lugar cito o fator cansaço. Tanto físico quanto mental. Já vi muita gata bancando a difícil durante a noite toda, cortando mais que faca de frigorífico, mas que misteriosamente se entregou na finaleira. Méritos para o bom e velho canalha que foi vencendo no cansaço. Tem alguns amigos que chegam a deixar um "carreirinho" ao redor da moça de tanto que insistem. Outras moças simplesmente querem ir para casa... isso as vezes irrita.

     Por esses poucos exemplos deu pra perceber que o fim de noite é mágico. Eu já passei por cada história, que se fosse contar com certeza faria um belo espetáculo de comédia misturado com romance. Quem sabe um sitcom a lá californication? Sim, pois não foi uma nem duas vezes que deitei na cama e fiquei rindo sozinho e pensando: "não, isso não aconteceu... que loucura velhinho!". E tomado pelo álcool cai em sono profundo. O legal mesmo é que no outro dia você acorda e não lembra de nada. São necessários trinta segundos para você se situar no planeta. E mais algumas horas e várias ligações para testemunhas oculares para juntar todos os fatos de uma forma cronológicamente exata. Mas sempre fica alguma coisa de fora.

     O pior de tudo quando o fim de noite não tem fim. Sim, exatamente isso. Normalmente essa situação ocorre quando tudo dá certo para todos. Você se divertiu e seus amigos também. Logo todos ainda tem um pouco de adrenalina percorrendo as veias. Se um da turma foi cortado, perdeu a comanda, brigou com a namorada ou afins, possivelmente ele prefere não encarar a finaleira. Foje como uma choca véia e corre para o ninho. Porém, se todos resolvem enfrentar, perca total. Sim, pois o balaço que já está passando já é emendado em outro balaço matinal. A idéia de dormir já passa longe da cabeça. O lanche para curar ressaca vira um churrasco na casa de alguém. E quando menos se espera, a noite da lugar ao dia e o fim de noite foi vencido. Situações bem peculiares que posso muito bem afirmar... muita coisa acontece no fim da noite.

     No fim da noite já me dei bem e já vi muito amigo canalha se dar mais do que bem. No fim da noite já me abracei com alguns parceiros e tomei todas até o sol nascer. No fim da noite já rodei a cidade procurando por mais festas e acabei em um boteco qualquer comendo para curar a ressaca. No fim da noite já vi alguns anti-canalha se rebelarem por motivos pífios, talvez levados pela frustração do fracasso somado a máguas profundas. No fim da noite já vi mulheres chorarem aos prantos pelos desafetos amorosos. No fim da noite já vi grupos de amigos se juntarem para momentos que talvez nunca mais voltem a acontecer. No fim da noite vi pessoas se despedirem e infelizmente nunca mais tornei a vê-las. No fim da noite vi pessoas pela primeira vez e felizmente fortaleci laços de amizade que perduram até hoje. No fim da noite presenciei momentos que vou levar comigo para a toda a vida, pois foram tão prazerosos e divertidos que posso afirmar: "serão inesquecíveis". Só mesmo quem já venceu uma finaleira para saber o quanto ela é única.

     Finalizo bem ao meu estilo, citando parte de uma música muito tocada nos bailes da região: "Mas voltei, de volta estou nas madrugadas, igual a lua e a noite, que morrem sempre abraçadas..."

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Topa Tudo Por Dinheiro

     Aêee Sílvio! Quem quer dinheiro? Olha auditório, olha aí três aviõezinhos de cem reais... alô Lombardi! E atenção, a pergunta valendo um milhão de reais... quem aqui amigo nunca fez algo por dinheiro? Com certeza TODO MUNDA JÀ FEZ, afinal, estamos inseridos em um sistema capitalista. Trabalhamos por dinheiro, estudamos para ganhar dinheiro, e por aí afora. Não é a toa que os programas de auditório que envolvem premiações fazem tanto sucesso... principalmente para quem? Bingo! Para quem tem menos dinheiro!




     Mas o que isso tem a ver com a canalhice dos tempos modernos? Na verdade tem muita coisa. E isso que pretendo esclarecer neste post. (OBS: o blog não morreu, apenas seu autor cabalha master anda bastante ocupado e é movido apenas por comentários... se querem ler mais, fica a dica! )

     Como tudo na vida, esse post também tem um motivo. Resolvi escrever a respeito do tema depois de uma boa conversa com alguns amigos. Estávamos jogando um truquinho a cinco pila (afinal se não envolver dinheiro perde a graça), quando um nobre canalha começou a reclamar: "Porra véio, não aguento mais alguns falsos amigos que eu tenho. Comem, bebem e fazem festa junto comigo e na hora de dividir os custos da brincadeira todo mundo some. No fim das contas eu organizo e ainda por cima tenho que bancar marmanjo". Depois dele introduzir o assunto me obriguei a filosofar um pouco sobre o tema.

     Sim, pois no exato momento que ele contou a passagem me identifiquei. Por diversas vezes encabecei a organização de algum evento, festa ou mesmo confecção de algo, e no fim das contas acabei tendo que tirar grana do bolso para cobrir os inadimplentes. Depois de várias frustrações, decidi largar mão destas atividades. Isso apenas para citar um exemplo. Toda a vez que a turma resolve organizar alguma coisa, inevitavelmente alguém tem que ser responsável pela cobrança. Pelo histórico que teno, geralmente sou incubido de tal fato. Pelo menos ultimamente está bem melhor, todo mundo tem plena consciência de que devem, e precisam pagar.

      Mas a discussão central do post não é realmente esta, pois todo mundo sabe que de negador de conta e escora o mundo tá cheio. A questão é quando envolve relacionamento. Ontem twittei a seguinte frase: "Jamais deixe que o dinheiro tenha peso na hora de estabelecer uma relação." Essa frase explica bem a mensagem que desejo transmitir ao escrever estas palavras. Sim, pois ao longo das minhas jornadas canalhas, inúmeras vezes, senão na maioria delas, vi que o dinheiro fala mais alto nas relações interpessoais.

     Algumas vezes conheci pessoas na noite que estavam lá, cercadas de amigos e mulheres e no centro ele, o saudoso litro de Johnnie acompanhado dos toros vermelhos bem gelados. Naquele momento o cara era rei. No meio do bolo eu conhecia algumas pessoas, e acabava pedindo: "O meu, quem é o cara que tá pagando a bebida?". A resposta era meio genérica: "cara, esse é o fulano de tal da silva, tá pagando 3 litro de whisky hoje. Pense em um cara gente boa, parceiro pra caramba". Quando não conhecia o cara, tentava me aproximar e antes de aceitar o primeiro copo esperava para ver se realmente seria bem aceito na turma. Normalmente levado pelo álcool o cara nem percebe, e quem aparece vira amigo. Ok, se o cara se dispôs a pagar a festa, tudo bem, segue o baile e vamos festejar.

     Aí em outra noitada encontrava o cara novamente. Lá estava ele com seu copo na mão e observando o movimento. Bêbado ou não, a quantidade de pessoas ao seu redor era bem menor. Algum outro amigo e talvez um cumprimento esporádico de alguma donzela. Nesse momento sempre fiz questão de chegar até o cara e no momento oportuno pagar uma rodada. Por mais que o cara dizesse que não, insistia, pois a partir do momento que fiz uma parceria para fazer festa com ele, firmei um compromisso de devolver em outra situação. A cada vez mais esquecida história de que "uma mão lava a outra". E na maioria das vezes que isso ocorreu, claramente a pessoa foi pega de surpresa.

     De posse de uma amizade mais estreita, a maioria me confessou que praticamente ninguém que na noite das vacas gordas se aproveitou da situação sequer comprimenta o cara algum tempo depois. E que a atitude que eu tomei era até de estranhar de tão rara. Mas cadê os cidadãos que batiam no ombro e falavam: "tu sim é gente boa"? Posi é, são os mesmos que por trás dos ombros também falam: "fulano de tal pagou a noitada pra nós, não gastei um pila e ainda por cima peguei a gata que ele tava de olho". Agravando mais um pouco: "cara, esse loko é um mala, se acha mas é um coitado". Legal, uma punhalada pelas costas das boas.

     Essa situação é corriqueira. Fico totalmente decepcionado quando vejo pessoas próximas a mim se comportar desta forma. Ao encontrarem alguém "da grana", ou alguém com um carro bacana, uma casa com piscina, e similares, babarem ovo puramente pela posição financeira do indivíduo. Sabem porque? Mágua da minha parte? Muito pelo contrário. Seria mais um sentimento de pena. Pois a pessoa do outro lado sabe muito bem quem se aproxima dela por interesse financeiro ou não. Ela não conquistou tudo aquilo deixando-se enganar por interesseiros. Ela sabe muito bem que o "puxa-saco" que bate nas costas e faz de tudo é um cara que não merece respeito algum, pois se sujeita a ser humilhado para usufruir do outro.

     Pra piorar, no relacionamento afetivo é exatamente a mesma coisa. Se um cara tem um certo poder financeiro e percebe que uma mulher se aproxima dele levada por essa informação, ele sabe muito bem o que fazer: pegar e chutar. Sim, ele tem a consciência que a gata quer usufruir de seu patrimônio. Tudo bem, pode usufruir, desde que ele use e logo em seguida descarte a mesma. O patrimônio do cara logo é reposto (muitas vezes precisa de muito pouco para conseguir usar), mas e como fica a gata? Isso mesmo, fica usada. A regra é clara, se o interesse predominar, certamente a relação não passará de um usando o outro temporariamente, pois isso não tem como dar certo.

     E isso não ocorre só com o lado feminino. Muitos homens procuram mulheres ricas ou de família rica para colocar o burro na sombra. Esse cara certamente não tem um perfil canalha nato. É um engano clássico fazer isso, pois com certeza, da mesma forma com que um cara percebe que a gata é interesseira, a recíproca deve ser verdadeira. E novamente uma relação de interesse nasce fadada ao fracasso. Eu posso escrever isso com segurança pois já vi, e ainda vejo situações assim. Até mesmo no meu caso faço algumas reflexões para saber se não está acontecendo comigo. Cada vez mais aguço meu filtro para evitar ao máximo "amizades" e "relacionamentos" que fogem da verdadeira essência... a sinceridade.

     Em linhas gerais, a partir do momento que esse ponto esclarecido, você vive melhor. Você sente que realmente as pessoas passam a ser sinceras com você. Em uma amizade isso é muito importante. Porém em um relacionamento isso passa a ser fundamental. Sem isso é provável que ele não dure muito tempo. os provérbios antigos podem parecer bestas, mas vêm regados de muita sabedoria. Já ouviram aquele que diz: "quando a crise entra pela porta, o amor sai pela janela"? Geralmente é isso que ocorre. E porque ocorre? Porque tudo começou com um jogo de interesses. Sendo assim, cada um faça sua escolha e veja aonde vai dar.

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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Que Move o Mundo

     Não sei o porque exatamente da sexta-feira ser um dia o qual estou inspirado para escrever. Elenquei três motivos possíveis: o fato de ser sexta-feira, que por si só é justificável; o elevado grau de sono que sinto nas manhãs de sexta; ou talvez a cervejada com alguns amigos na quinta a noite. Dos três, acredito que o último é o mais plausível. Parece que uma mente regada com cerveja rende boas idéias.




     E a idéia que veio em mente já havia sido discutida a muito tempo com um colega de trabalho. Todavia, foi necessário um pouco de álcool para tornar essa teoria mais clara, possibilitando assim escrever este post. Vocês sabem o que realmente move o mundo? Vamos aos fatos...

     Pode até parecer bombástico, mas afirmo que o que move o mundo é o sexo, seguido de perto pelo dinheiro. Essa teoria foi levantada por um amigo meu do trabalho, e graças à minha visão canalha dos fatos, amadureci um pouco a idéia. Lembro muito bem que ele estava meio apertado, e bastante insatisfeito com condição de estagiário. Aí ele me fez uma série de perguntas:

     Cara, porque você fez faculdade? R: Pra me formar, é óbvio;

     Mas se formar por que? R: Pra se dar bem no mercado de trabalho e conseguir um bom emprego, ou com sorte empreender e se dar bem;

     Mas por que ter um emprego? R: Pra aplicar o que aprendi e ter um bom salário;

     Por que ganhar bem? R: Pra me sustentar, poder comprar as coisas que eu quero, como um carro, um AP, e tudo mais;

     Por que todas essas coisas e não ficar às custas do pai? R: Pra ter independência e fazer o que quiser, podendo sair e curtir bastante;

     Por que sair pra curtir? R: Tudo bem, pra pegar a mulherada, admito;

     Estamos quase lá... por que pegar mulher? R: Um tanto quanto pessoal, mas a resposta parece bem óbvia... pelo sexo.


     Pode parecer um diálogo sem sentido, mas eis uma constatação: qualquer coisa que você faz, com as perguntas certas, acabará levando à mesma resposta. Já li muita baboseira sobre a questão de tudo ter um por que, mas levando essa discussão mais a fundo, percebemos que esse por que inevitavelmente vai levar a mesma resposta final. A reprodução da espécie em um mundo tomado pelo sistema capitalista gira em torno destas duas variáveis: dinheiro e sexo. Pode parecer exagero, mas tudo se explica com base nessa linha de pensamento.

     É óbvio que antes disso temos as necessidades básicas, como pro exemplo a sobrevivência. Mas até ela acaba sendo atrelada ao erotismo. Sim, pois quando nascemos sabemos apenas nos alimentar e colocar pra fora os resíduos. Agora pensemos um pouco. O alimento, na grande maioria dos casos, vêm do leite materno. Os resíduos são eliminados pela urina e fezes. E depois que atingimos a puberdade, quais as partes do corpo nos chamam mais atenção? As mulheres tão preocupadas com o tamanho do peito, os homens, com o tamanho do membro, e assim por diante. Novamente o sexo metido no meio da história. Freud explica bem como nosso comportamento sexual na adolescência é influenciado pela forma como fomos tratados na infância.

     Confesso que talvez estes argumentos não sejam suficientes para vocês concordarem plenamente com a teoria. Quem sabe um estudo científico mais aprofundado daria um melhor embasamento para essa idéia. Mas afirmo que pelo menos faz algum sentido. Tanto que na conversa de ontem criei um teorema interessante: "os homens buscam dinheiro pois com ele conseguem o sexo, e as mulheres usam o sexo pois com ele conseguem dinheiro". É claro, existem exceções. Sempre existirão mulheres bem sucedidas pelo esforço próprio, ou homens acima da média que podem ter sexo sem dinheiro. Mas convenhamos, eu nunca vi um mendigo se dar bem pra cima da mulherada. E também não vi aquela gordinha enrustida ser uma profissional bem sucedida. Em algum momento a mulher usa seu poder de sedução para conquistar seu espaço. Nem que seja um pequeno decote ou uma sutil jogada de cabelo para o lado.

     Ultimamente venho comprovando esta teoria nas mais diversas situações. Parece que funciona para todos os casos. A cada volta que o mundo dá, desde a pré-história até a idade moderna, tribos, impérios e até civilizações inteiras surgiram e desapareceram movidas pelo sexo. Afinal, ele é o principal responsável pela reprodução de toda a vida na terra.

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